Brasil busca 7º título com Bernardinho

A seleção brasileira masculina de vôlei busca o tricampeonato da Liga Mundial (venceu em 1993 e 2001), neste domingo, às 11h30 (com transmissão ao vivo da Rede Globo e da SporTV), contra a Rússia, que, em 15 edições, não tem títulos do torneio. O Brasil chega à sua 8ª decisão sob o comando do técnico Bernardinho, buscando seu 7º título. O Brasil classificou-se para a final após vitória emocionante, neste sábado, contra a Iugoslávia, por 3 sets a 2 (25/27, 25/19, 25/12, 21/25 e 18/16), em 1h53 de partida. A Rússia, que chegou às semifinais com apenas uma vitória na etapa do Recife, superou a Itália na outra semifinal, por 3 sets a 1 (23/25, 25/19, 25/20 e 25/22), em 1h25 de jogo. "Jogo perigoso. Não é porque ganhamos lá no Recife, que o ouro está ganho", alertou Bernardinho, que destaca o saque adversário e o bloqueio nas bolas altas - a Rússia tem média de altura de 1,99 metro. ?Depois da derrota por 3 a 0 (25/23, 28/26 e 25/20), no Recife, fiquei com muita vontade de fazer a final com o Brasil porque a diferença nos sets foi pequena. Poderíamos ter vencido", declarou o técnico russo Guennadi Chipouline, lembrando do jogo de quinta-feira entre as duas seleções. "Os jogos do Recife, que não fomos bem, são passado. Hoje nosso saque e passe funcionaram melhor e para superar o Brasil temos de manter esse equilíbrio", observou Iakovlev, a estrela russa, que disputa três prêmios individuais: ataque (terceiro melhor nas estatísticas do torneio), pontuador (também está em terceiro) e sacador (é o quarto). Neste sábado, André Nascimento, foi o maior pontuador do Brasil: fez 21 pontos na partida - Giba teve 19 e Gustavo, 17 (sendo cinco de bloqueio). Os três comandaram o ataque do Brasil e, quando Giba foi muito marcado no último set, Giovane, de 31 anos, campeão olímpico em Barcelona/1992, entrou em quadra e resolveu o jogo. "O importante para mim é fazer parte de um time campeão. Há tempos essa equipe quer ser campeã e teve grandes momentos", disse Giovane, sem se incomodar com a reserva. "Acho que a entrada do Tande e a minha no grupo que foi à Olimpíada de Sydney, desestabilizou o time. Hoje, os jogadores da seleção sabem que não chegarão a lugar nenhum se houver estrelismo. Abdicaria de estar no grupo se isso acontecesse. Aí sim, não valeria ser banco", admitiu Giovane. Para Bernardinho, Giovane gosta de participar do grupo e dá o exemplo, ao entrar nos momentos decisivos das partidas. "Entra porque merece, porque dedica-se nos treinos, está soberbo."

Agencia Estado,

17 Agosto 2002 | 15h42

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