Brasil x Iugoslávia: jogo de respeito

As seleções masculinas de vôlei do Brasil e Iugoslávia entram neste sábado na quadra do Ginásio do Mineirinho, às 10h10 (com transmissão da Globo e SporTV), brigando pela vaga na final da Liga Mundial. Nas duas equipes, declarações semelhantes: respeito e cuidado com o conjunto adversário. No retrospecto, os brasileiros levam uma grande vantagem: 18 vitórias e cinco derrotas - o último confronto foi em junho, no Torneio Amistoso Sei Nazioni, na Itália, com vitória brasileira por 3 sets a 1. Os iugoslavos foram os primeiros a treinar hoje no ginásio de Belo Horizonte. O técnico Goran Gajic acha que qualquer um dos dois times pode levar a vaga para a final. "Os quatro times que chegaram até aqui são muito parecidos. O Brasil é uma grande equipe e quando está jogando entrosada é um time difícil de ser batido. Não tem nenhum jogador que eu diga que é mais importante que o outro", declara. A Seleção Brasileira veio em seguida, e o levantador Maurício, afirma: "O conjunto deles é muito forte e muito alto. Para ganharmos, vamos ter de forçar o saque e o passe chegar na minha mão para trabalhar com velocidade e eu fintar o bloqueio." Bernardo Rezende concorda com Maurício. "Não existe um só segredo para ganhar da Iugoslávia, um segredo só é pouco. O time campeão olímpico e europeu é forte e experiente. Por isso vamos precisar de paciência, e que o nosso saque volte a entrar forçado para desestabilizar o passe deles. Acho que o Maurício é o mais habilidoso levantador do mundo - quanto mais chances ele tiver de trabalhar com o passe na mão, mais vamos trabalhar com velocidade", assinala. O veterano Giovane, que vem substituindo Giba nos finais das partidas, endossa a opinião do técnico: "Não pode querer virar a bola de qualquer jeito. Tem de ter paciência. Depois disso, o que vale mais é a qualidade técnica de cada um dos nossos jogadores." Giba, um dos principais atacantes brasileiros, ressaltou: "O saque é importante, uma grande arma, mas só isso não dá resultado. O jogo contra a Rússia foi bom porque testamos muitos contra-ataques." O técnico iugoslavo afirma que o time não ficou abalado com a derrota por 3 sets 2 para os italianos na quinta-feira. "O clima está normal no grupo. Se você quer ser atleta, precisa agüentar a derrota. É mais ou menos como um pugilista: primeiro tem de aprender a agüentar o soco, para depois bater." Mas Gajic não quis dizer o que teria de ser corrigido em seus jogadores para a partida de amanhã: "Não tem como comparar cada jogo porque todos são diferentes. Contra a Itália, erramos muito, demos 37 pontos de saque para eles. Também tivemos erros técnicos que não poderiam acontecer, como por exemplo algumas jogadas que não saíram da forma que gostaríamos." A última derrota brasileira para a Iugoslávia foi em 2000, pela Liga Mundial, com o placar de 3 sets a 0. Italianos e russos decidem a outra vaga para a final às 12h40.

Agencia Estado,

16 Agosto 2002 | 19h22

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