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Campeão olímpico deve quase R$ 1 milhão aos cofres públicos

Ministério do Esporte cobra dívida de Amauri Ribeiro, medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Los Angeles-1984 e campeão em Barcelona-1992

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Raphael Ramos

15 Fevereiro 2017 | 11h53

Medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Los Angeles-1984 e campeão em Barcelona-1992, o ex-jogador de vôlei Amauri Ribeiro deve perto de R$ 1 milhão aos cofres públicos. O Ministério do Esporte cobra o valor referente a um convênio assinado em 2010 com a Associação Brasileira de Voleibol Paralímpico (ABVP), presidida por Amauri à época. O débito inicial era de R$ 554.636,98. Com atualização, a pendência salta para R$ 960.900,17.

O ministério alega que, desde 2012, tenta receber a dívida de Amauri, mas sem sucesso. A pasta, então, resolveu tornar pública neste mês a dívida por meio de publicação no Diário Oficial da União. Na nota, alega que Amauri "se encontra em locais incertos e não sabidos". Segundo o Ministério do Esporte, o ex-jogador não apresentou nenhuma justificativa para não quitar o valor devido e, apenas em 2015, solicitou maior prazo para o pagamento, mas não cumpriu o acordo.

A Associação Brasileira de Voleibol Paralímpico (ABVP) fechou convênio com Ministério do Esporte para treinamento e preparação de atletas no período de 12 meses, de dezembro de 2010 a dezembro de 2011. O objetivo era compor as seleções paralímpicas de vôlei para os Jogos Paralímpicos do Rio. O Ministério do Esporte repassou o dinheiro e, desde então, segundo a pasta, Amauri não apresentou a prestação de contas.

Hoje, Amauri Ribeiro é presidente da Confederação Brasileira de Voleibol para Deficientes (CBVD), com sede em São Paulo. O Ministério enviou notificações à entidade, na Vila Mariana, zona sul de Capital, mas não obteve respostas. Se a dívida não for paga, a pasta promete encaminhar o caso ao Tribunal de Contas da União. Amauri Ribeiro não foi localizado pela reportagem do Estado.

Amauri tem 58 anos e é um dos maiores nomes do vôlei brasileiro. Disputou quatro edições dos Jogos Olímpicos. Em Moscou-1980, o Brasil ficou na quinta colocação. Foi medalha de prata nos Jogos Olímpicos de 1984, em Los Angeles. Na Olimpíada de 1988, em Seul, ficou no quarto lugar e atingiu o ápice da carreira com o ouro nos Jogos Olímpicos de 1992, em Barcelona. Também foi vice-campeão mundial em 1982. Encerrou a carreira de jogador em 1993 para depois se tornar treinador e dirigente.

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Brasil ganhou bronze com a seleção feminina de vôlei sentado na Paralimpíada

Amauri Ribeiro estava à frente da presidência da Confederação Brasileira de Voleibol para Deficientes (CBVD)

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Raphael Ramos

15 Fevereiro 2017 | 22h18

Com Amauri Ribeiro à frente da presidência da Confederação Brasileira de Voleibol para Deficientes (CBVD), o vôlei sentado brasileiro conquistou a sua primeira medalha paralímpica nos Jogos do Rio, no ano passado. A seleção feminina ganhou o bronze inédito depois de vitória por 3 sets a 0 sobre a Ucrânia na decisão pelo terceiro lugar, no Pavilhão 6, do Riocentro.

No masculino, o Brasil perdeu a disputa pela medalha de bronze por 3 a 2 para o Egito. Na semifinal, a seleção havia caído diante do Irã. Os asiáticos contavam com o jogador mais alto dos Jogos. Morteza Mehrzadselakja mede 2,46m. O iraniano é o terceiro homem mais alto do mundo e sua deficiência é ter uma perna cerca de 15 cm mais longa que a outra. Apesar da derrota na disputa pelo bronze, a seleção masculina fez no Rio a melhor campanha brasileira no vôlei sentado.

Podem participar de competições de vôlei sentado atletas amputados, paralisados cerebrais, lesionados na coluna vertebral ou com outros tipos de deficiência locomotora. A delegação brasileira na Paralimpíada do Rio contou com 286 atletas (184 homens e 102 mulheres), recorde do País. Foram investidos R$ 375 milhões no último ciclo olímpico.

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