Com novatas, País estréia no Mundial

Quatro das 12 atletas da seleção brasileira feminina de vôlei vão disputar um Campeonato Mundial pela primeira vez na carreira: Marina, Soninha, Fabi e Arlene. O Brasil, com um time renovado - apenas Karin Rodrigues é remanescente da Olimpíada de Sydney/2000 -, estréia nesta sexta-feira na competição, às 9 horas (horário de Brasília), contra a Polônia, em Leipzig, na Alemanha. As brasileiras, que buscam título inédito - em 1994, em São Paulo conquistaram a medalha de prata -, integram o grupo D, ao lado da China, Austrália, Tailândia e Grécia. "Quero curtir o momento. Fiquei bastante nervosa logo que soube da convocação, mas fui me soltando. Agora é fazer o que sei de melhor", afirmou Soninha, a última convocada pelo técnico Marco Aurélio Motta. Para a meio-de-rede Marina, a ansiedade é normal. "A emoção é diferente já que nunca participei das seleções de base e esse vai ser meu primeiro Mundial. Mas esse frio na barriga me acompanha sempre, independente do torneio." Brasileiras e polonesas se enfrentaram este ano, numa série de amistosos no Brasil. A equipe de Marco Aurélio venceu quatro e perdeu dois jogos. "Uma das principais características da Polônia é a força no ataque, principalmente com a oposto Kowalkowska", revelou o treinador, que vai iniciar a partida com Marcelle, Luciana, Karin, Valeskinha, Sassá e Paula. Fabi é a líbero. Marco Aurélio Motta, que aponta Rússia e China - adversário do Brasil de sábado - como favoritos ao título, disse que o objetivo é a classificação para a próxima fase, no estilo ?uma etapa de cada vez?. "O primeiro lugar nessa rodada não é uma exigência até porque não é uma grande vantagem. Queremos é entrar com tudo para ganhar confiança", disse o treinador, referindo-se aos cruzamentos: "Quem se classificar em terceiro do nosso grupo leva, teoricamente, uma certa vantagem. O primeiro, por exemplo, vai cair provavelmente no grupo da Rússia nas quartas-de-final". O Mundial deve marcar o fim de uma era dominada pelas cubanas. Com uma nova geração - que está sendo trabalhada para estourar nos Jogos de Atenas, em 2004 -, Cuba já não tem um time tão poderoso como aquele que dominou a década de 90, conquistando os dois últimos mundiais e três títulos olímpicos (Barcelona/1992, Atlanta/1996 e Sydney/2000) - ganhou o primeiro mundial em 1978, na ex-União Soviética. Após desastrosas apresentações em 2001 e nesse ano - ficou em sétimo lugar no último Grand Prix -, o técnico Eugenio George está de volta ao comando e terá o reforço da meio-de-rede Regla Torres. A Rússia é apontada como a grande favorita. No ano passado, conquistou o tricampeonato europeu. Nessa temporada venceu o Grand Prix e o Moutrex Volley Masters. O time de Nikolai Karpol é um verdadeiro paredão: tem média de altura de 1,90 metro. Tichtchenko, considerada a melhor atacante do GP, e Artamanova, a melhor jogadora, têm 1,90 metro. O último título mundial, no entanto, foi conquistado em 1990, como União Soviética. Assim como os quatro ouros olímpicos (México1968, Munique/1972, Moscou/1980 e Seul/1988). De 1991 a 1992 disputou torneios internacionais como Comunidade dos Estados Independentes (CEI) - foi prata em Barcelona/1992. Como Rússia, chegou em terceiro lugar nos mundiais de São Paulo/1994 e Tóquio/1998 e em quarto nas olimpíadas de Atlanta/1996 e Sydney/2000.

Agencia Estado,

29 Agosto 2002 | 18h16

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.