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Lorena tenta levar o Vôlei Futuro à final da Superliga

Alessandro Lucchetti - estadão.com.br

13 Abril 2012 | 06h 34

Destaque do Vôlei Futuro espera ser decisivo nesta sexta-feira

RIO - Ídolo de expressão regional e longe de ser uma estrela da seleção brasileira, o oposto Fabrício Stevens Finotti Dias, o Lorena, aproveitou a rara oportunidade representada pela transmissão de um jogo da Superliga pela Rede Globo para se tornar mais conhecido pelo grande público, aos 33 anos. O atacante foi o grande herói da vitória do Vôlei Futuro, de Araçatuba, sobre a estrelada equipe carioca do RJX, montada pelo bilionário Eike Batista, no último domingo, por 3 sets a 1. Com 23 pontos, assumiu a função de motor da equipe paulista, que forçou o terceiro e decisivo jogo da série semifinal, marcado para esta sexta-feira, às 21h, em Araçatuba, com transmissão pelo SporTV.

Antes do treino desta quinta, ele revelou seus planos de fazer o mesmo estrago na quadra da equipe carioca. “Entramos muito pressionados e tivemos de fazer o caminho mais difícil, que era vencer o time deles fora de casa, porque jogamos muito mal a primeira partida e perdemos por 3 a 0 aqui. Aquela vitória no Rio nos dá moral e confiança muito grande para vencer de novo, agora em casa, para podermos ir à final.”

VIDA OU MORTE

Com simplicidade e o mesmo sotaque interiorano cultivado na cidade de Lorena, o canhoto não se intimida com o poderio do RJX, que conta com quatro jogadores da Seleção Brasileira (Lucão, Dante, Marlon e Théo). “O Eike investiu muito dinheiro para montar um time muito forte, mas esse negócio de ter jogadores da Seleção já não conta tanto a esta altura do campeonato”, comenta Lorena. “Todo mundo tem o mesmo nível em uma final de Superliga. Camisa e nome não significam nada. A nossa equipe é muito forte também.”

Porém, numa aparente contradição nesse discurso, ele destaca um grande nome, e de sua equipe, o de Ricardinho. “Não tem nem o que falar. É o melhor levantador do mundo.”

Do outro lado, a confiança também é grande. O experiente Dante, veterano de três edições dos Jogos Olímpicos, acredita na vitória em território inimigo. “Nossa expectativa é a melhor possível. O jogo certamente será mais tenso, porque é de vida ou morte, mas também terá maior nível de atenção.”

Enquanto isso, o Sada/Cruzeiro, já classificado, aguarda seu adversário na decisão, no dia 21, em São Bernardo do Campo.