Seleção infanto-juvenil de vôlei inova no Sul-Americano

A seleção brasileira feminina da categoria infanto-juvenil adotou uma medida inédita no vôlei brasileiro: está usando o esquema 6-2, sem líbero e com duas levantadoras, no Campeonato Sul-Americano, em disputa no Peru. O Brasil já está classificado para as semifinais da competição, pois venceu seus dois primeiros jogos na fase inicial, contra Paraguai e Chile. O propósito da inovação é aprimorar os fundamentos da nova geração de atletas e revelar talentos para a posição de levantadora, maior carência da seleção principal do Brasil, depois da saída de Fernanda Venturini. ?Lógico que queremos ganhar competições, mas o fundamental na base é formar jogadoras para a seleção adulta. E, no momento, não temos atletas habituadas a fazer a função atacante-levantadora?, disse o técnico da seleção infanto-juvenil, Antônio Rizola. ?Não adianta vencer se não revelar nenhum talento.? Treinador da seleção adulta, José Roberto Guimarães apoiou a iniciativa, que, segundo ele, nunca foi efetivada porque sempre esbarrou na pressão por resultados. "Achei a atitude legal. No esquema 5-1 (com líbero), as jovens levantadoras não atacam. Só levantam e sacam?, afirmou. "As jovens atletas se especializam precocemente e não passam por isso?, contou Zé Roberto. ?Levantadora também tem de saber atacar, defender e passar. Ou seja, tem de fazer tudo?, avisou o treinador.

Agencia Estado,

05 Outubro 2006 | 17h02

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