João Pires/Fotojump
João Pires/Fotojump

Tandara bate na trave e fica a um ponto do recorde de Tifanny

Jogadora marca 38 pontos em partida pelo Vôlei Nestlé e quase atinge o recorde da Superliga feminina. Pontuação pode ser revista pela CBV

Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

08 Fevereiro 2018 | 22h28

A oposta Tandara quase igualou o recorde de Tifanny Abreu na Superliga feminina de vôlei nesta quinta-feira. A jogadora marcou 38 pontos, na derrota do Vôlei Nestlé para o Camponesa/Minas por 3 a 2 (25/16, 25/18, 20/25, 23/25 e 15/11), e ficou a um do recorde da adversária. Recentemente, Tifanny tinha superado justamente Tandara, que detinha a antiga marca com 37 pontos.

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Tifanny havia feito 39 pontos na derrota do Vôlei Bauru sobre o líder Dentil Praia Clube também em cinco sets, pela sexta rodada do returno. Nesta quinta-feira, nas contas da comissão técnica do time de Osasco, Tandara teria marcado 40 pontos, mas quando foi divulgada a estatística oficial da CBV (Confederação Brasileira de Vôlei), que usa os dados do clube mandante da partida, a pontuação da jogadora era 38.

 

O estatístico do Vôlei Nestlé reviu toda a partida e chegou a conclusão que Tandara fez 40 pontos, na visão dele. Na contagem da transmissão televisiva, ela teria no mínimo igualado a marca de Tifanny. Por isso, é possível que a CBV reveja esses números, até porque seria uma marca relevante para a atleta e o novo recorde da Superliga feminina de vôlei. A decisão pode sair nesta sexta-feira.

Apesar de ser um feito os 38 pontos, Tandara não queria um recorde individual e sim uma vitória fora de casa. "Trocaria os 39 pontos e o recorde por um resultado positivo aqui em Belo Horizonte. Acredito que tivemos um apagão nos dois primeiros sets, mas nos recuperamos o jogamos muito bem nas duas parciais seguinte e derrapamos no tie break. Mas temos três rodadas até o final da fase classificação e temos tudo para seguir em evolução", disse, em entrevista ao SporTV.

A atual recordista Tifanny chamou a atenção no vôlei mundial por ser a primeira atleta trans a disputar a Superliga. Ela foi contratada pelo clube assim que a FIVB (Federação Internacional de Voleibol) e a CBV (Confederação Brasileira de Voleibol) deram aval a partir de premissas criadas pelo COI (Comitê Olímpico Internacional).

A partir da presença de Tifanny, um grande debate se iniciou no esporte sobre a presença de atletas transexuais nascidos homens nos esportes para mulheres. A polêmica deve se estender mais um tempo, pois o COI pretende discutir o tema novamente após os Jogos Olímpico de Inverno, que terão a cerimônia de abertura nesta sexta-feira.

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