João Pires/Fotojump
João Pires/Fotojump

Tandara recupera a boa forma e ‘toma conta’ da Superliga feminina

Jogadora do Vôlei Nestlé mantém a excelência na competição deste ano

Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

07 Novembro 2017 | 07h02

Tandara vive uma grande fase na carreira. Após ficar fora dos Jogos do Rio, por não estar na forma ideal logo após se tonar mãe, a jogadora do Vôlei Nestlé buscou forças em sua filha para se tornar a principal jogadora do País na atualidade. "Depois do meu corte de 2016, a Maria Clara me deu mais força. A cada Superliga, tento me aprimorar cada vez mais, errar menos e ser uma jogadora mais completa. Com certeza me deu muito mais maturidade", conta.

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Na última edição da Superliga, ela foi a atleta mais premiada - maior pontuadora, melhor saque e Craque da Galera. Na atual edição do campeonato nacional de vôlei, ela já lidera novamente no principal quesito, com 83 pontos marcados, com uma média de 5,19 bolas no chão por set. Essa eficiência foi conquistada também graças a uma transformação em seu corpo, que passou a ter menos gordura e mais músculos.

"Eu mudei fisicamente. Estou um pouco mais forte, um pouco mais magra, mas meu peso permaneceu. Estou com 91, 92 kg, e meu ápice menor de peso era 89 kg, quando estava na Amil, em 2013. Estou me sentindo bem assim. Mesmo sendo pesada, estou me sentindo forte e muito mais rápida", comenta a jogadora, que estará em quadra nesta terça-feira, às 20h, para enfrentar o Fluminense.

Por causa de sua qualidade no ataque, ela sabe que vai ser acionada muitas vezes nas partidas, por isso tem feito um trabalho também de resistência. "Tem jogo que precisam de mim, e sinto mais fome e fico mais cansada. Como um pouco a mais, o peso aumenta e aí tenho de segurar, mas aí me sinto mais fraca. Acho que estou mantendo o peso entre 91 kg e 93 kg", diz.

Campeã olímpica nos Jogos de Londres, em 2012, Tandara acabou sendo cortada na lista final para os Jogos do Rio, quando o Brasil ficou fora do pódio. Mas não guarda mágoas desse episódio. "Eu entendi o corte porque naquele momento não estava bem. E acho que isso me fez buscar um crescimento. Se eu fosse, não sei como teria sido dali para frente", afirma.

O sacríficio para chegar ao sucesso também tem seu preço. Tandara confessa que sua vida está bem complicada, ainda mais tendo de lidar com uma criança pequena em casa. "Tenho de me dividir em três, pois tenho de ser a atleta, a mãe e a esposa. E tenho de conciliar isso durante o dia em frações iguais para me dedicar a eles, mas também descansar porque preciso treinar e jogar. Tem dia que eu erro, mas é crescimento para minha vida, vou ter de me adaptar e aprender a lidar com essas situações."

Tandara está no auge, mas prefere não ver o momento de sua carreira desta forma. "Não sei se é meu auge porque eu quero mais, quero estar melhor, quero pontuar  mais, ter mais excelência no passe, quero ter mais golpes no ataque. Estou buscando mais e quero fazer melhor a cada jogo", avisa.

Seu grande objetivo nos próximos anos é ser convocada para os Jogos de Tóquio, em 2020, mas quer estar na equipe como protagonista - nos Jogos de Londres ela não era titular. "Quero jogar uma Olimpíada como titular, como ponto de referência, pois isso é uma vontade minha. Não é para mostrar para ninguém que sou capaz, é para mostrar para mim mesma que posso. Sei que consigo", conclui.

 

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