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A cobrança de Andrés

Almir Leite

19 de junho de 2012 | 11h31

Andrés Sanchez é o grande mentor do Itaquerão, a arena que o Corinthians ergue para si e para a Copa do Mundo de 2014. Pode-se (e deve-se) discutir turbulências na fase inicial da gestação do bebê – como a incompreensível interferência de Lula, então presidente, para “convencer” a Construtora Odebrecht a tocar o projeto.

Mas, não fosse o ex-presidente corintiano, o sonho ainda estaria no papel, lugar onde ficaram todos os outros planos da casa própria para a Fiel.

Por conta disso, Andrés tem autoridade para cobrar do poder público o início das obras viárias no entorno do estádio, como fez no domingo, dia em que visitou as obras para prestigiar o casório coletivo ocorrido por lá.

Trata-se de um pacote de quatro intervenções que vão custar quase R$ 500 milhões, de responsabilidade da Prefeitura e governo do Estado de São Paulo. Até agora, fala-se muito, promete bastante, mas “men at work” que é bom….

Integrantes da Secopa estadual e municipal têm alteração de humor quando se toca no assunto. O fato, no entanto, é que tais obras não saem da fase do projeto executivo, da licitação…

A última estimativa (ou promessa) foi que as obras começariam em junho. Já estamos na segunda quinzena do mês e nada. Situação igualzinha à da maioria das boras de infraestrutura prometidas País afora tendo a Copa com0 argumento (ou desculpa).

Portanto, Andrés tem razão ao cobrar. Já passou da hora de as obras no entorno da Arena do Corinthians começar. Ou não?

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