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A Copa América do improviso

Almir Leite

17 de junho de 2015 | 20h42

Depois de tudo o que falaram do Brasil por ocasião dos preparativos da Copa do Mundo, os brasileiros tiveram aumentado o direito de chiar quando a organização de um torneio de futebol é uma zo… bagunça.

É o caso desta Copa América, que, recentemente descobriu-se, está sendo no Chile a gente bem sabe porquê.

A desorganização e o improviso campeiam.

Em Temuco, o ônibus colocado à disposição da imprensa -porque quiseram, não foi a imprensa que pediu – não funcionou.

No dia de Brasil e Peru, não saiu na hora marcada porque, segundo o motorista, “o encarregado não está aqui e sem o encarregado eu não posso sair”.

Onde está o encarregado? Você tem o telefone dele? Você conhece ele?

Nem precisa dizer qual foram as respostas, né?

No Monumental de Santiago, local de Brasil e Colômbia, os problemas fazem jus ao nome do estádio.

Tudo foi (ou melhor) está sendo feito às pressas. Para quem vem para torcer e para quem vem para trabalhar.

A sala de imprensa é uma tenda que não tem capacidade nem para a metade dos credenciados.

O wifi não funciona.

A tribuna de imprensa… bem. Gostei da cadeira marrom. Pena que ao sentar descobri que ela é branca.

As instalações elétricas estão expostas ou soltas.

O local é aberto e os torcedores circulam tranquilamente. Dois deles acabam de colocar a um metro do meu  nariz uma faixa com a frase: “Força, Vidal! Segue sendo rei”.

Só entendi o que estava escrito após ajudá-los a desvirar a faixa.

Mas não dá para perder o humor. O chileno é atencioso, “caliente”.

Quer dizer, se o wi fi não funcionar, vai ser difícil manter o humor.

A Copa do Mundo no Brasil teve problemas. Mas, a partir de hoje, se eu ouvir um gringo reclamar de nossas arenas ou organização, no mínimo vou repetir o conselho que dei a um jornalista italiano em Fortaleza, durante a Copa das Confederações de 2013, que reclamou do motorista que errou o caminho e disse que o Brasil era uma m..