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A decisão e a última chance de Ronaldinho

Almir Leite

24 de julho de 2013 | 10h50

A decisão é da Taça Libertadores.

Mas vai valer o direito de continuar sonhando com a Copa de 2014 para um jogador em particular.

Ronaldinho Gaúcho.

Preterido na seleção brasileira que recentemente conquistou a Copa das Confederações, Ronaldinho tem de mostrar a Felipão esta noite que não padece do mal que levou o treinador a não convocá-lo, a falta de espírito de grupo.

O meia-atacante perdeu o lugar na seleção que foi campeã das Confederações em cima da hora.

Foi em maio, no amistoso contra o Chile, disputado em Belo Horizonte.

Jogador do Atlético, ele era o anfitrião da seleção naquela ocasião.

Mas se apresentou com atraso.

E, dizem pessoas que o viram chegar, estava “bastante alegre”.

Felipão ficou uma arara.

E se irritou ainda mais ao perceber que Ronaldinho pouco interagiu com o grupo na concentração.

 Para completar, nada fez um campo no empate por 2 a 2.

Teve atuação bisonha.

Em público, a comissão técnica pós panos quentes no atraso de Ronaldinho.

Mas Felipão já foi para a entrevista coletiva depois do jogo com os chilenos com o corte do craque decidido.

Ainda ouviu alguns auxiliares, mas não passar como intransigente.

O que escutou, porém, só reforçou sua convicção.

Ronaldinho ainda pode ser perdoado.

Felipão não é tão rancoroso assim.

Mas terá de provar que pode, sim, contribuir para um grupo.

Para isso, nada como uma decisão como a desta noite contra o Olimpia.

Se correr, lutar, sacrificar-se por seus companheiros, marcar, emfim usar seu talento em prol do coletivo, voltará a ser considerado.

Felipão admira o seu futebol. Essa é a sua sorte.

Mas se continuar a jogar só com a bola no pé, se omitir como fez em Assunção e reagir com aquele sorriso irônico a cada falta qhe acha que recebe – e a cada bola que perde, por consequência -, pode esquecer de vez a seleção e a Copa.

Mesmo que o Galo seja campeão.

 

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