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A encruzilhada de Neymar

Almir Leite

20 de junho de 2015 | 12h34

Neymar tem apenas 23 anos. Já alcançou, com méritos, muitos feitos na carreira. Mas não está conseguindo conviver com as consequências de seu sucesso, algumas ligadas diretamente a ele, outras não.

As seguidas reclamações a qualquer atitude dos adversários dentro de  campo, o questionamento a toda e qualquer decisão da arbitragem, a intolerância com a torcida que vaia a seleção – refiro-me ao “mete o pé” depois do jogo com Honduras -, a responsabilidade de levar o Brasil nas costas, pois é essa a realidade, o processo em que se transformou em réu na Espanha….

Neymar está estressado e não consegue se conter.

E acaba fazendo besteiras como tentar agredir adversários e partir para cima de um juiz, para ofendê-lo.

Neymar apanha demais, dentro e fora do campo. Mas é diferente, precisa aprender a lidar com isso, a se controlar, a só chiar na boa.

Mas, convenhamos, fica difícil quando alguém como ele não pode contar com o alicerce dos cartolas da CBF, preocupados com os próprios pescoços, com o pai, impossibilitado de estar a seu lado, e até com os parças – se bem que eu sempre desconfio de parça de gente que faz sucesso, talvez seja um erro meu.

O fato é que Neymar está sozinho. Numa encruzilhada. E, pelo jeito, vai ter de sair sozinho dela.