As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

A Fifa, agora, posa de vítima

Almir Leite

16 de março de 2016 | 11h14

Gianni Infantino, o homem que assumiu a presidência da Fifa prometendo moralizar a entidade, começa a mostrar a que veio. Sua iniciativa de pedir de volta R$ 725 milhões de 41 cartolas envolvidos em corrupção deixa claro que a estratégia de colocar a Fifa como vítima de abutres ambiciosos e agourentos.

Coitada da Fifa. Foi pilhada por anos e anos a fio por gente inescrupulosa e seus antigos dirigentes, puros e ingênuos que eram, jamais perceberam nada. Nem mesmo diante de tantas denúncias, feitas por anos e anos a fio, sobre as maracutaias.

Ainda assim, seu dirigentes nada perceberam. Não só os que a dirigiam, como a dupla Blatter e Valcke, como os subalternos. Não fosse o FBI…

O blog não vai nem entrar no mérito sobre se os cartolas devem ou não devolver o dinheiro – dos brasileiros, Ricardo Teixeira teria de ressarcir R$ 13,2 milhões; Del Nero, R$ 6,3 milhões e R$ 430 mil, o que convenhamos é uma pechincha – à entidade.

Mas é frustrante, embora não surpreendente, perceber claramente que a nova administração da Fifa, em vez de simplesmente reconhecer os erros escabrosos cometidos e adotar novos e transparentes métodos de gestão, adote a tática da vitimização.

Sinal de que, na prática, nada vai mudar. Azar do futebol