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A olimpíada de Neymar. Ou não?

Almir Leite

18 de julho de 2016 | 16h18

Messi saiu da Copa América chamuscado pelo pênalti perdido e depois pela desistência de defender a seleção argentina.

De Cristiano Ronaldo, apesar de ter levantado a taça da Eurocopa, há quem diga que não contribuiu para o título, pois machucou-se no início da  decisão e foram seus colegas que seguraram o tranco – e a França.

Há outro aspecto a destacar desses dois jogadores, porém. A liderança que exerceram em suas seleções, dentro e fora do campo.

Tanto Messi como Cristiano Ronaldo assumiram o papel de comandantes de seus times. Para isso, valeram-se da qualidade técnica, da história que construíram, do poder que exercem sobre seus companheiros.

E Neymar, será que fará o mesmo  na seleção olímpica? Ele é mais jovem do que o português e o argentino, claro. Ma já adquiriu status de estrela de primeira grandeza no futebol mundial.

Está num time de garotos, com exceção de Fernando Prass e Renato Augusto. Garotos que o admiram, que o têm como espelho.

Nos últimos tempos, Neymar andou meio disperso em relação à seleção. Pareceu preocupar-se mais com ele do que com a equipe.

Talvez isso tenha ocorrido menos por culpa dele e mais daqueles que quiseram jogar em suas costas a responsabilidade de levar a equipe ao sucesso.  Quiserem lhe impor uma liderança que ele não tem.

Isso é diferente de ele tomar a iniciativa de se impor. Pela qualidade técnica, pelo comprometimento, pela disposição em abraçar a causa do ouro.

Se Neymar tiver amadurecido, será bom para ele e para a seleção olímpica – e a partir de setembro para a principal também.

Do contrário, as coisas ficarão mais difíceis, embora não impossíveis, para a seleção. A de agora e a principal, embora esta finalmente vá estar em ótimas mãos.