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A pisada de Agnelo

Almir Leite

25 de junho de 2012 | 11h06

Como todos sabem, Agnelo Queiroz, o governador do Distrito Federal, não anda numa maré muito boa. Nos últimos tempos, tem se empenhado para não ser levado cachoeira abaixo. Por conta de suas remadas para tentar chegar a uma margem segura, anda passando desapercebido outro tiro n’água dado por ele: o veto à manutenção do nome de Mané Garrincha no estádio de Brasília.

A arena, construída no exato lugar da antiga, é totalmente nova. Vai daí que Agnelo achou por bem renovar tudo, até o nome. E, com a ajuda do consórcio responsável pela obra, batizou-a de Estádio Nacional, por ficar na capital do País – como, aliás, é feito em alguns outros países: o Stade de France, por exemplo, na tradução nada mais é do que o “Estádio Nacional da França”.

Mas e a homenagem a Garrincha, um dos maiores nomes do nosso futebol? Bem, o Mané que se dane, devem ser pensado as “otoridades” brasilienses. Rei morto, rei posto (e, além do mais, rei é o Pelé).

Teve gente, porém, que gritou. Então, achou-se uma solução salomônica: batizar a cria de Estádio Nacional Mané Garrincha. Muitos toparam, mas Agnelo não gostou. E vetou o nome.

O veto quase não ultrapassou as divisas de Brasília. Lá mesmo poucos ficaram sabendo. Mas teve gente atenta, que quer derrubar o veto agnelista.

Isso deve ser apreciado pela Câmara distrital nesta terça-feira, 26 de junho.

Tomara que os deputados sejam bafejados pelo bom senso e restituam a Mané a homenagem que lhe é de direito. A bola está com eles. Até porque  o governo federal e a Fifa já adotaram o nome Estádio Nacional.

O que é revoltante. Que Agnelo não saiba o que Garrincha representou para o futebol, principalmente o nosso, ainda dá para engolir – embora machuque a goela. Mas ter a “conivência” do nosso governo e da Fifa, aí já é demais.

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