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A pisada na bola de Rosenberg

Ao provocar o rival Palmeiras, ele ofuscou o novo e importante patrocinador do Corinthians no evento em que a parceira foi oficializada

Almir Leite

17 de janeiro de 2019 | 20h28

O diretor de marketing do Corinthians, Luis Paulo Rosenberg, é um profissional criativo, competente e costuma fazer excelente negócios. Mas é também um grande provocador. Nessa área, às vezes escorrega, talvez por se empolgar demais. Foi o que aconteceu ao anunciar a parceria do clube com o banco BMG, que passa a ser o patrocinador principal da camisa do time.

Rosenberg quis provocar o Palmeiras, fazendo troça com o fato de a presidente da empresa de crédito que patrocina o Alviverde tem pretensões de poder e mexe avidamente seus pauzinhos para chegar à presidência. Disse que o Corinthians queria um parceiro que valorizasse a camisa do clube e não que investisse por ter interesse político.

A grosso modo, uma gozação, tiração de sarro. Mas Rosenberg não fez a conta certa. Ao fazer tal declaração, levou a Crefisa a ser citada pela imprensa e nas redes sociais de forma intensa. Acabou sendo mais citada do que o BMG. Ganhou publicidade “no mole”, num evento em que o banco mineiro teria de ser o protagonista.

Claro que o escorregão não tira os méritos do diretor de marketing corintiano, que certamente continuará a trazer bons negócios para o clube. Mas nessa ele pisou na  bola.