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A revolução dos clubes

Almir Leite

12 de julho de 2016 | 16h53

O sempre atento leitor do blog, claro, já percebeu que o título acima contém dosa cavalar de exagero. Bem como uma pitada de ironia.  Não deixa de ser salutar, porém, a indignação coletiva com a falta de voz efetiva a que estão relegados na CBF,  indignação esta que veio à tona numa reunião realizada em  São Paulo.

Salutar também é a disposição de brigar por mais espaço, começando por conversar com o presidente Marco Polo Del Nero e com presidentes de federações.

Querem os clubes, e garantem que dirão isso em claro e bom som a Del Nero e afins, participar das assembleias da CBF, principalmente aquelas que dizem respeito diretos a ele, como as que discutem e aprovam o calendário.

Os clubes estão certos ao reclamar que participam de votações, mas ficam que fora de ações mais importantes.

Resta a saber se manterão os pés duros, ou vão se dividir diante de promessas e passar a brigar por interesses individuais, em detrimento do coletivo, como normalmente ocorre.

Se mantiverem a disposição de brigar por seus direitos (ressalte-se que o Profut estabelece que há lugar efetivo nas assembleias para os clubes), podem dar um passo gigante rumo à revolução a que se refere o título do post, que passa por adquirirem o poder de organizar os campeonatos que participam.