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Ah, a Caxirola

Almir Leite

29 de abril de 2013 | 09h49

E a torcida do Bahia mostrou mais uma utilidade para a Caxirola.

Sim, a Caxirola, aquele instrumento de percussão esquisito, criado para que mais gente ganhe um dinheirinho extra com a Copa do Mundo do Brasil (ah, e quem tem o licenciamento é uma multinacional!).

Aquele instrumento ensurdecedor, que só servirá para atrapalhar o verdadeiro som brasileiro nos estádios.

O som do batuque, das músicas exaltando os times, o som das provocações – que quando sadias são impagáveis.

Bom, mas não Copa não vai ter batuque, nem exaltação a times do coração, e talvez nem provocações nas arquibancadas mesmo…

Então que reine a Caxirola, pensaram alguns iluminados.

Se a África do Sul tem a Vuvuzela deles, por que não podemos ter a nossa?

Que coisa patética! O Brasil copiando a África do Sul.

E criando um instrumento que nada ter a ver com nossas tradições – apesar de sermos adeptos de um chocalhozinho.

Mas a torcida do Bahia mostrou que, mais do que fazer barulho, a ‘Caxi’ pode ser usada para protestar contra o time, o juiz, o adversário…

E as jogou no gramado.

Quase perfeito.

Seria perfeito se as tivessem jogado no lixo

 

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