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Alegria com Neymar não pode esconder os problemas da seleção

Volta do atacante foi a única coisa boa contra a Croácia. De resto, o time se saiu muito mal no teste

Almir Leite

03 Junho 2018 | 16h58

A volta de Neymar foi legal, é pra ser comemorada, ele fez um golaço chutando com o pé operado… Tudo muito bonito. Mas nada disso pode esconder a má partida da seleção brasileira contra a Croácia.

Considerando-se o primeiro tempo, que foi o que realmente interessou, uma vez que Tite fez mais um teste com Fernandinho na equipe e também porque na segunda etapa foram tantas as alterações que descaracterizaram a partida, a verdade é: a seleção não jogou nada.

A Croácia não deixou o Brasil respirar. Marcou a saída de bola, impedindo que a seleção tentava se armar com rapidez. Nas poucas vezes em que conseguiu ir além do meio de campo, o time de Tite encontrou forte marcação, na bola ou com faltas. Com isso, o Brasil pouco fez em termos ofensivos e ainda tomou alguns sustos, pois errou passes e saídas de bola e os croatas tiveram chance de ameaçar.

Ainda bem que a defesa teve comportamento aprovado.

O quadro é de apenas um jogo. Mas esse jogo foi realizado praticamente às vésperas da Copa. Espera-se que contra a Áustria, uma seleção mais fraca que a Croácia, a seleção evolua. Tenha mais alternativas criativas no meio de campo, faça variações de jogadas, apresenta saída com qualidade mesmo quando pressionada.

E talvez a alternativa seja jogar com Willian, Coutinho e Neymar, com apenas um primeiro volante, Casemiro.

Tite também precisa observar bem para ver se Paulinho reencontra o bom futebol. Afinal, dentro do esquema da seleção, seu vai e vem é fundamental. Do contrário, sobrecarrega e compromete o meio de campo.