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Alemanha não está nem aí para o amistoso com o Brasil

Joachim Löw, técnico alemão, vê jogo de terça-feira apenas como um oportunidade para fazer testes

Almir Leite

24 de março de 2018 | 12h35

O título do post é meio exagerado, admito. Mas não deixa de refletir a forma como os alemães encaram o amistoso de terça-feira com o Brasil, principalmente se considerarmos a importância que as vítimas do 7 a 1 na Copa de 2014 estão dando para a partida em Berlim.  Para eles, é mais um jogo. Para muitos brasileiros, é “o” jogo”, outro exagero.

Tite quis enfrentar a seleção da Alemanha para tentar acabar com essa história de se recordar rotineiramente a catástrofe do Mineirão. Lembra que faz parte do passado, mas não dá para ignorar o fato de que as memórias do desastre estão sempre presentes. Portanto, virar a página é praticamente impossível, mas um bom desempenho, sobretudo se vier ancorado num bom resultado, pode ajudar a espantar o “fantasma”, como define o treinador.

O problema é que a Alemanha está em outra. Deu muito mais importância ao amistoso com a Espanha (um jogaço, aliás) do que dará ao contra o Brasil. Joachim Low vê o encontro no estádio Olímpico como oportunidade para fazer testes, e admite claramente isso. Por isso, dispensou Ozil, Thomas Müller, Khedira, Emre Can… Quer experimentar novos jogadores.

Ele fará o que é melhor para a Alemanha, assim como Tite fará o que é melhor para o Brasil – também  deve fazer alguns testes, com jogadores e proposta de jogo.

Ainda assim, a duelo tem seu peso. Pena que muito espírito de porco, em caso de vitória do Brasil, vá dizer que ela só terá acontecido porque a Alemanha jogou com um time B.