As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Alhos e bugalhos

Almir Leite

27 de maio de 2014 | 10h04

Neymar virou mote para os protestos contra a Copa do Mundo.

É um tal de “Brasil, vamos acordar! Professor ganha menos que Neymar!”

E de “Pode acreditar! Um professor vale mais que o Neymar!”

Como se o atacante tivesse alguma culpa na precária situação dos bolsos dos professores brasileiros.

Claro, é o preço da fama.

Mas confundir alhos com bugalhos não é justo. Nem leva a nada.

Pela natureza de seu trabalho, é evidente que Neymar ganha mais que um professor, um médico, um engenheiro, um executivo top de multinacional…

No futebol, um reserva de time grande ganha mais do que um professor.

O erro está no que é “dado” ao professor. É isso que precisa (deveria) ser corrigido.

Por isso, é mais do que justo e legítimo reivindicar, cobrar, exigir.

Mas não é atacando jogadores, seja este ou aquele, que se conseguirá algo.

 

GANÂNCIA
Dá até para compreender que se aproveite o aumento do movimento para faturar um pouquinho mais com a Copa. Mas cobrar R$ 4,90 por uma latinha de Coca como estão fazendo em Teresópolis beira à desonestidade.

 

 

 

 

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: