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Arrogância de Renato é o maior adversário do Grêmio neste momento

Treinador prefere o discurso inútil a buscar alternativas para fazer o time voltar a jogar bom futebol e o resultado (não) está aí

Almir Leite

15 de abril de 2021 | 12h12

A eliminação do Grêmio na Libertadores para o Independiente del Valle para muitos foi surpreendente.

Ainda há um grande contingente no País que acha que os times brasileiros são sempre melhores do que os adversários do continente, com exceção dos argentinos.

Faz tempo que não é assim, e o próprio Del Valle demonstra isso, pois bem obtendo bons resultados há pelo menos cinco anos.

O time equatoriano levou a melhor porque foi mais competente, mais consistente e mais criativo nos dois jogos.

 

Renato Gaúcho precisa reinventar o Grêmio, pois a fórmula atual se esgotou

Já o Grêmio manteve a mesmice que apresenta desde o ano passado – desde antes da paralisação do futebol e sobretudo depois da retomada.

O time joga um futebol pobre, sem imaginação. Tem buracos incríveis no sistema defensivo e usa, em 90% das situações, a velocidade de seus atacantes, os cruzamentos ou simplesmente bolas jogadas para a área e a força física de Diego Souza para tentar fazer algo.

Já está manjado, é facilmente neutralizado.

É fato que o Grêmio passa por um processo de renovação, que os vários bons jogadores puxados desde o ano passado da base ainda não têm a regularidade, a consistência necessária.

Mas, independentemente disso, o time parou no tempo.

Porque seu técnico também resolveu parar.

Renato Portaluppi, como é chamado nos Pampas, já não encontra opções criativas, jogadas novas, improvisações e adaptações durante os jogos para fazer o time andar.

Vive a falar que defende seus jogadores até a morte e que seu time joga o melhor futebol do Brasil.

A quem ele quer enganar? Só os fanáticos acreditam.

Todos os outros percebem sem dificuldade que o Grêmio há muito tempo está longe de jogar ao menos o bom futebol.

Os exemplos são muitos.

Na Libertadores, por exemplo, foi “espancado” pelo Santos.

Na Copa do Brasil, eliminou o São Paulo numa série em que a rigor o time paulista foi melhor e depois, na final, pareceu um time de divisão inferior à do Palmeiras.

Nessa série com o Del Valle, se é fato que teve chance de definir o segundo jogo no primeiro tempo, mais fato ainda é que os equatorianos poderiam ter definido a classificação no confronto de ida.

Renato é um técnico ruim? Não? Está decadente? Nem de longe. Desaprendeu? Claro que não.

Mas tem um problema que faz diferença negativa: confunde confiança com arrogância.

E parece deitar os louros e esquecer que a noite acaba e o dia seguinte chega.

Está na hora de Renato parar e refletir.

E, se continuar achando que está fazendo tudo certo, arranjando desculpas externas para os tropeços, estará na hora de o Grêmio buscar outro treinador.