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As várias versões da verdade

Almir Leite

31 de agosto de 2012 | 10h54

“Não há problemas, não há zona crítica. Temos uma linha clara de trabalho e um canal conjunto para falar sobre essas questões (referentes à Copa do Mundo). Somos agora uma só voz: Fifa, COL e governo federal.” Jérôme Valcke, secretário-geral da Fifa, em entrevista no Rio a jornalistas brasileiros, em 30 de agosto de 2012.

“Aos brasileiros não falamos mais nada, não funciona.” Joseph Blatter, presidente da Fifa, em entrevista em Zurique à agência France Presse, em 30 de agosto de 2012.

E aí? Quem foi sincero em suas declarações (e pensamentos)? Os dois. E nenhum dos dois.

Já escrevi diversas vezes neste espaço que a Fifa usa a tática do morde e assopra, usando a força dos dentes ou os lábios entreabertos conforme a ocasião.

É fato que Valcke e Blatter concordaram em alguns pontos em suas últimas entrevistas. Por exemplo: ambos disseram não haver pontos vermelhos na preparação (devem ter esquecido das obras que ainda não saíram do papel).

Mas Blatter, quase certamente por falar à imprensa estrangeira, acabou indo mais fundo. E fez um alerta importante para nós, brasileiros e contribuintes.

Disse ele: “Os brasileiros terão problemas internos, as pessoas trabalham muito, AS OBRAS SERÃO MAIS CARAS QUE O PREVISTO, mas serão concluídas.”

Bom, isso a gente já sabia. Até os mais distraídos já desconfiavam. Mas, partindo tal declaração de quem partiu, é bom a gente arregalar ainda mais o olho.

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