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Brasil encara a retranca do Paraguai nas quartas

Pelo que ocorreu até agora na Copa América, a seleção não poderia enfrentar adversário melhor; mas jogo pode ser mais difícil do que se imagina

Almir Leite

24 de junho de 2019 | 22h58

Aparentemente, a seleção brasileira terá uma moleza nas quartas de final. O Paraguai nada apresentou de interessante até aqui na Copa América, e está nas quartas de final mais por sorte do que por competência.

E como depois de duas partidas sem brilho contra Bolívia e Venezuela o time de Tite saiu-se bem contra o Peru, a perspectiva de uma nova boa exibição diante de um adversário fraco parece grande.

Mas o jogo de quinta-feira, na Arena do Grêmio, pode ser bem mais difícil do que se imagina.

Isso porque o Paraguai deve jogar da maneira que mais incomoda à seleção brasileira. Atrás, na retranca.

Não é de hoje que a seleção tem dificuldade para suplantar defesas fechadas. Era assim como Felipão, foi assim com Dunga e é assim com Tite.

Porém, enfrentar retrancas não é um bicho de sete cabeças. É preciso que os jogadores se movimentem bastante, que exista jogo constante pelas pontas,  para “ampliar” o campo, e, toques rápidos para furar a defesa.

Nesse contexto, Everton Cebolinha será fundamental. Os laterais também. Quanto mais Daniel Alves e Filipe Luis avançarem melhor.

E Tite, apesar de satisfeito com Gabriel Jesus pelo lado direito, talvez precise repensar para este jogo. Colocar David Neres pela direita, bem aberto, com Everton do outro lado, pode ser a melhor solução.

Seja como for, o Brasil tem de se impor, confirmar seu favoritismo e se garantir na semi.