As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Brasil não precisa de Neymar. Contra a Venezuela, claro!

Almir Leite

11 Outubro 2016 | 11h17

Este blogueiro admite: ficou espantado ao percorrer as páginas esportivas de alguns jornais, ler o noticiário sobre a seleção brasileira em sites e também alguns consagrados colunistas.

Há muitas referências ao fato de o Brasil não poder contar com Neymar na partida desta terça-feira à noite contra a Venezuela. O craque está suspenso, como se sabia desde a quinta-feira anterior, a partir do momento em que ele levou cartão amarelo (o segundo) no jogo com a Bolívia.

O que espanta não é a informação, óbvio, e sim o peso que se está dando à ausência de Neymar.  O tom, em resumo, é: vamos ver como o Brasil se sai sem Neymar.

Exagero incompreensível. Se fosse contra uma Argentina, uma Itália, uma Alemanha, tudo bem. Neymar faria falta. Seria justa a preocupação.

Mas contra a Venezuela, uma seleção que não ganha de ninguém (embora venha de um empate com a Argentina no mesmo palco do jogo desta noite)?

Em condições normais, o Brasil, com ou sem Neymar, atropela a Venezuela.

Se por acaso isso não ocorrer, não será pela falta do craque maior do futebol brasileiro. E, aí, precisaremos analisar o que vier a acontecer.

Agora, temer a ausência de Neymar contra ninguém é um pouco demais.

Em tempo: no primeiro turno, em Fortaleza, Neymar também não jogou pela seleção contra a Venezuela. O placar foi Brasil 3 a 1.