Caboclo, diga para os jogadores o que disse aos presidentes de clubes
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Caboclo, diga para os jogadores o que disse aos presidentes de clubes

Presidente da CBF, cúmplice na vinda da Copa América para o Brasil, precisa baixar a bola para evitar o boicote dos jogadores

Almir Leite

04 de junho de 2021 | 10h49

O presidente da CBF, Rogério Caboclo, conseguiu: desagradou a todos, jogadores e integrantes da comissão técnica da seleção brasileira, com a exdrúxula e irresponsável iniciativa de patrocinar a realização da Copa América no Brasil.

Foi chamado às falas pelos atletas, que cobraram dele o porquê de trazer o entulho para a nossa sala e deixaram claro que não gostariam de disputar a competição no País em meio ao agravamento da pandemia do novo coronavírus, e está tentando negociar.

Falou-se até em boicote, em simplesmente se negar a participar do torneio. É um sentimento quase que unânime entre os que atuam na Europa, talvez insuflados por seus clubes e companheiros de time e estimulados por posicionamento contrários de jogadores de outras seleções, como Luizito Suárez e Arrascaeta.

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Não deve chegar a tanto. O início da Copa América está marcado para o próximo fim de semana, os atletas sabem que há grande risco de uma recusa se voltar contra eles, e, de resto, ninguém quer tumultuar ainda mais uma situação pra lá de tumultuada.

No entanto, apurou o blog, os atletas deram um recado claro: não querem ser usados politicamente.  Desta vez, o presidente Jair Bolsonaro não será bem-vindo caso queira participar da foto com a taça, quando fez em 2019.

Outro recado, este dirigente especificamente a Rogério Caboclo. A empáfia com que vem se comportando irritou os jogadores e pode levá-los a radicalizar.

Caboclo precisa ficar pianinho para que o “momento oportuno” no qual os atletas irão falar do tema – originalmente na madrugada de quarta-feira, depois do jogo com o Paraguai – não seja antecipado para, por exemplo, a próxima madrugada, depois da partida com o Equador.

Precisa também baixar a crista, para que os jogadores, no todo ou parcialmente, deixem de lado o senso conciliador e digam que não vão servir à seleção.

Desta vez, o dirigente vai ter se enquadrar. Não terá o peito que teve recentemente, em conversa com presidente de clubes, ao dixer que eles estão f… se não seguissem sua vontade e se insurgissem contra a continuidade das atividades no futebol brasileiro por causa da pandemia.

Do contrário, sua jogada para ofuscar o problema interno na CBF que ameaça seu cargo e para puxar o saco do atual dono do poder pode ir por água abaixo.