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Caboclo negocia renovação de Tite por quatro anos

Futuro presidente da CBF, que está em Londres, tem conversas com o empresário do treinador; acordo deve acontecer logo que termine a Copa

Almir Leite

07 Junho 2018 | 04h59

Rogério Caboclo, CEO da CBF e futuro presidente, vai ser o chefe da delegação da seleção brasileira na Copa da Rússia. Mas está perto do grupo. Ele encontra-se em Londres, e tem passado bom tempo no CT do Tottenham “trabalhando”, como disse por mensagem de texto ao blog. Um de suas tarefas é encaminhar a renovação de contrato de Tite.

Discreto, Caboclo não se deixa ser visto. Mas aproveita para fazer contato com patrocinadores da entidade e a atender aos interesses da organização fora e dentro de campo. É do lado de dentro que se encaixa a negociação referente a Tite.

O treinador tem compromisso com a CBF até 31 de julho. Seu trabalho já está aprovado e a intenção pela renovação já foi comunicada a ele, por meio de seu empresário, que conversa diretamente com Caboclo.

Tite prefere não se envolver diretamente neste momento para se concentrar no trabalho para a Copa. Só entrará na conversa depois. Além disso, sabe como funciona o futebol brasileiro e tem consciência de que um tropeço, dependendo da maneira como acontecer, pode fazer a cúpula da CBF mudar de ideia.

Caboclo sugere que não. Um de seus objetivos quando assumir a presidência, a partir de abril do ano que vem, será deixar velhas práticas de lado e dar um tom de vanguarda à administração da CBF. Manter treinador se encaixa nessa política. Até porque, no caso de Tite, há a convicção de que é a coisa certa a fazer.

Cerca de um ano atrás, Tite revelou publicamente que gostaria de dar continuidade ao trabalho na seleção, independentemente de resultado, como ocorre em outros países. Joachim Löw, por exemplo, conta 12 anos no comando da Alemanha, isso depois de ser auxiliar. Esse exemplo foi citado por ele.

Trabalhar no futebol europeu também é algo que interessa ao Tite. Mas sua preferência será ficar na seleção até a próxima Copa. A CBF também pretende propor-lhe um contrato por quatro anos. A renovação, depois da Rússia, parece ser questão de tempo.