As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Campello deixa de agir com a razão e Vasco perde dinheiro

Decisão de não jogar a primeira partida da final com o Flamengo foi terrível financeiramente

Almir Leite

15 de abril de 2019 | 16h30

Há 12 dias, o blog esteve com o presidente do Vasco, Alexandre Campello. Entre os assuntos conversados, a delicada situação financeira do clube foi motivo de pormenorizada explicação do dirigente. Com dívidas pipocando a torto e a direito, dificuldade para obter receitas imediatas, Campello deixou claro que precisava “se virar” quase diariamente para cumprir os compromissos.

Não precisa entender nada de gestão e/ou de finanças para saber que, quando a situação não está boa, tudo o que não se deve fazer é jogar dinheiro fora. Por mais nobre que seja o motivo.

Pois Campello, que somente nos últimos dias da semana passada conseguiu acertar os salários do elenco, jogou dinheiro fora por causa de uma picuinha – a concessão, pelo governo do Rio de Janeiro, do Maracanã a Flamengo e Fluminense, deixando o Vasco fora da festa.

Em represália, Campello tirou o primeiro jogo do Vasco com o Flamengo pela decisão do Carioca do Maracanã. Disse que não joga mais como mandante no estádio e mandou a partida para o Engenhão, arena que vire e mexe fica às moscas, pois o torcedor carioca – inclusive o do Botafogo -, sabe se lá por que, não curte o espaço.

Resultado, menos de 10 mil pagantes, renda ridícula e um prejuízo para os cofres do Vasco de R$ 166.436,50.

Num momento em que o Vasco tinha ótima oportunidade de ganhar um bom dinheiro com bilheteria, a opção foi pelo prejuízo.

Não se discute aqui o direito do Vasco de se sentir injustiçado por ser preterido na concessão – que, ressalte-se é provisória é deverá durar no máximo um ano. Muito embora o clube tenha um excelente estádio, apesar de antigo, onde o pode tranquilamente mandar pelo menos 80% de seus jogos.

Mas, direito à parte, Campello, novo no cenário como presidente – embora  participe da vida do Vasco como médico há décadas – escorregou feio ao tomar uma decisão movida pela emoção e dar prejuízo ao clube.  Jogou para a torcida, num vício comum dos velhos cartolas.

Não é isso que se espera de dirigentes novos, e sim que venham a arejar o futebol brasileiro.  Lamentável que Campello tenha se comportado como Eurico Miranda em seus piores momentos.

Tendências: