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Como estragar uma decisão

Ao marcar um pênalti sem convicção e depois voltar atrás, o árbitro tirou o brilho da final entre Palmeiras e Corinthians

Almir Leite

08 de abril de 2018 | 18h42

Antes de mais nada, um posicionamento: para este blogueiro não foi pênalti. Ralf primeiro toca na bola e, só depois  em Dudu. Mas o pior foi a atitude do fraco árbitro Marcelo Aparecido de Souza. Marcou sem convicção, quem sabe sentindo a pressão de um estádio tomado de palmeirenses, e depois teve de voltar atrás.

Errar e reconhecer é até salutar. Não do jeito que foi. Marcelo Aparecido ficou quase dez minutos acuado, cercado primeiro por jogadores do Palmeiras, depois pelos do Corinthians, depois pelos dos dois times. Ouviu cobras, lagartos e outros bichos. Estava assustado. Não teve coragem de manter sua posição. Não teve coragem de expulsar ninguém.

Marcelo foi alertado pelo quarto árbitro de que não foi pênalti. Detalhe: este estava muito mais longe do que o árbitro. Como não pode haver interferência interna e não existe no Paulistão o recurso do árbitro de vídeo, conclui-se (ou se supõe) que tenha visto o lance e, convicto, “ajudou”  juiz.

Ajudou? Tenho minhas dúvidas. A confusão que foi criada serviu para atrapalhar a decisão.  O Palmeiras acabou perdendo nos pênaltis, e reclama de que foi garfado, pois o jogo terminou com o mesmo placar de 1 a 0 da partida de Itaquera. Se tivesse sido o Corinthians o vice, iria chiar, alegando que perdeu o título porque o juiz não teve pulso para corrigir seu equívoco.

É assim que se estraga uma decisão.

Foi uma pena. Uma final entre Palmeiras e Corinthians merecia mais do que isso. Não merecia ter sido atrapalhada por uma arbitragem confusa. Mas também não se deve esquecer que os jogadores, sempre mais preocupados em reclamar do que em jogar, também tiraram o brilho da final – embora desta vez tenha sido até compreensível a chiadeira. É só lembrar o comportamento que tiveram também na primeira partida.

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