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Conta salgada

Almir Leite

11 de setembro de 2012 | 19h10

Duzentos e setenta milhões de reais. Essa é a despesa extra que as seis cidades-sede da Copa das Confederações, e que também irão receber jogos da Copa do Mundo, terão para organizar o evento-teste marcado para junho do ano que vem.

É que cada uma delas terá que “morrer”, em média, com R$ 45 milhões para montar as estruturas temporárias para as Confederações. 

Valorzinho salgado.

Estruturas temporárias são aquelas tendas imensas erguidas para abrigar imprensa, voluntários,  pessoal de apoio, entre outros equipamentos necessários. Precisam ter TVs, ar-condicionado, bancadas, espaço para descanso, área de trabalho, setor de alimentação e outras exigências.

Como o próprio nome diz, é temporário. Monta-se para um evento. Depois desmonta e monta de novo em 2014.

A Fifa não abriu mão dessas estruturas – houve quem tentasse abrigar a turma em áreas fixas.

Aí, as cidades tentaram fazer a entidade pagar a conta.

Advinhem qual foi a resposta?

Tentaram, também, jogar a conta para o governo federal.

Receberam outro não.

Ou seja, quem quer fazer a festa, que pague a conta.

Estrutura temporária é bom negócio para as empresas que as fornecem. Conta rápida: R$ 270 milhões na Copa das Confederações + R$ 540 milhões na Copa do Mundo. Total: R$ 810 milhões.

 

VALEU PELO SHOW DO ALCEU

Estive no Arruda trabalhando no jogo entre a seleção brasileira e o timaço da China. Mas, sem querer dar uma de mau-humorado, não acho que valha a pena comentar.

Só digo (ou melhor escrevo) uma coisa: valeu ir ao Arruda não pelo jogo da seleção, mas pelo ótimo show de Alceu Valença que abriu os trabalhos.

 

 

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