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Corinthians de Carille na final é prêmio à covardia

É inadmissível que um time da tradição e grandeza do Corinthians fique encolhido durante todo um jogo

Almir Leite

08 de abril de 2019 | 22h37

O corintiano deve estar feliz. Tem esse direito. Dificilmente está satisfeito, porém. A maneira como o Corinthians obteve vaga na final foi legítima, faz parte do regulamento.  Mas jogar como o Corinthians jogou, acuado durante todo o tempo, limitando-se a se defender e a isolar as bolas que rondavam a sua área, sem ao menos tentar puxar contra-ataque, é indigno de sua história, sua tradição.

Corintiano é sofredor, reza o dito popular. Mas isso não significa que mereça sofrer propositalmente. Foi o que aconteceu nesta segunda-feira no Pacaembu. O time entrou em campo contra o Santos com a vantagem da vitória na primeira partida da semifinal e simplesmente se recusou a jogar. Pressionado, não teve reação. Passou todo o tempo encolhido, na base do bumba meu boi.

Foi isso que Fabio Carille aprontou nos treinos fechados?

Não vale desculpas esfarrapadas como a de que foi o adversário que não permitiu ao time sair da defesa ou de que o regulamento permitia que defendesse o resultado da primeira partida. É uma vergonha o time não conseguir passar do meio de campo, ter seus atacantes recuados quase todo o tempo.

O Corinthians foi covarde. E sua torcida não merece isso. Merecia pelo menos que o time tentasse sair, buscasse, se não armar jogadas, ao menos contra-atacar.  Mas o time teve um comportamento triste, lamentável.

Não fosse Cássio e o  Corinthians teria sido goleado.

É fato que o time pode ser tricampeão paulista. É fato que Carille, até hoje técnico de um time só (um time com T maiúsculo, diga-se), pode ser tricampeão. Mas já está na hora de ele descer do pedestal em que se colocou e fazer o Corinthians jogar um futebol digno de sua tradição.

Time de futebol tem de jogar futebol. Ou pelo menos tentar.

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