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Del Nero: forte na Conmebol, fraco na Fifa

Almir Leite

22 de setembro de 2015 | 11h12

Podem falar, e escrever, o que quiserem. Mas Marco Polo Del Nero não vai perder seu cargo na Conmebol. Pelo menos não por enquanto. Já na Fifa…

Del Nero não vai cair na Conmebol por um simples motivo: a cartolagem sul-americana não quer comprar briga com ele. Sabe que pode sair chamuscada ou até mesmo queimada.

É verdade que as seguidas faltas de Del Nero às reuniões da Fifa, e em algumas delas sua presença como representante da Conmebol era importante, desagrada a todo mundo dentro do prédio suntuoso construído em Luque, região metropolitana de Assunção. Mas seu cargo no comitê da entidade está garantido.

“Até há base para pedir sua destituição, mas não encontro um só dirigente disposto a comprar essa briga”, disse ao blog fonte com bom trânsito na Conmebol.

A mudança de posição ocorrerá se as investigações do FBI chegarem até o atual presidente da CBF. Nesse caso, Del Nero terá a cabeça pedida por causa das “circunstâncias” e que para que possa se defender.

Nada mais conveniente. Mas até lá poderá mandar quem quiser para representá-lo nas reuniões da Conmebol e poderá até ser representado pelo presidente da entidade sul-americana, Juan Angel Napout, nos encontros da Fifa (aliás, Napout esteve com Del Nero na segunda-feira, na sede da CBF, para discutir iniciativas “em busca de melhorias para o continente”).

Falando em Fifa…

Lá a batata de Del Nero está assando. Vários dirigentes, a maioria ligada à Europa, já se movimentam para tirá-do do Comitê Executivo. A alegação é de que suas seguidas faltas atrapalha o andamento da rotina da entidade, além de comprometer a imagem, pois a ausência pode ser entendida por opinião pública, patrocinadores e autoridades como culpa no cartório.

Procura-se apenas base legal incontestável para que o afastamento de Del Nero seja pedido. E há quem veja no fato de três deputados federais (Vicente Cândido, Marcelo Aro e Marcus Vicente) integrarem a diretoria da CBF o argumento necessário para chutá-lo da Fifa.

Isso porque o artigo 14 do Código de Ética da entidade prega que nas relações entre entidades à Fifa filiadas com governos, a neutralidade política deve prevalecer.

Agora, é esperar para ver.