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Diego Costa fez o que queria fazer. Palmas para ele

Almir Leite

29 de outubro de 2013 | 17h32

Quase um mês atrás, mais precisamente em 4 de outubro, fiz neste espaço um post defendendo o direito de Diego Costa jogar pela seleçao espanhola.

Dei a opinião baseado na vontade do jogador, revelada no dia anterior,  numa declaração de Vicente del Bosque – disse que se o convocasse para os jogos que a Espanha iria realizar na época, pelas Eliminatórias, teria de reservar um lugar na Copa para ele – e na minha própria convicção.

Entendia, e ainda entendo, que um jogador nascido em um país, mas que fez sua carreira desde o início em outro, tem direito de optar por defender a seleção do lugar que lhe permitiu ser alguém no futebol  -e por consequência na vida.

E deixei em segundo plano o fato de Diego Costa ter atuado duas vezes em amistosos pela seleção brasileira. Não foi tempo suficiente para que ele ao menos começasse a fazer história com a amarelinha.

Mas eis que Felipão, que não o convocou mais depois daqueles jogos de março – poderia, por exemplo, tê-lo levado à Copa das Confederações depois que Leandro Damião se  machucou -, passou a considerá-lo fundamental depois que Del Bosque acenou com um lugar para ele na Espanha.

Felipão pode dizer o que quiser, mas a mim nunca pareceu que ele realmente quisesse contar com Diego Costa na Copa do Mundo.

 Para mim, pareceu mais que ele não queria ver um adversário reforçado do que reforçar a sua seleção (e ao convocar agora o zagueiro Marquinhos, que foi cortejado por Portugal, só aumentou em mim essa impressão).

Ele bem que tentou pressionar Diego Costa, mandando via CBF marca à Fifa comunicando a intenção de convocar o jogador para os amistosos de novembro – e depois convocando-0 de maneira efetiva.

Mas Diego Costa não se curvou. Fez valer a sua vontade.

Vai jogar pela seleção que o quer de verdade.

Parabéns para ele.

E não adianta Felipão vir com um papo nacionalista.

 Além de isso não colar mais no futebol atual (infelizmente, pelo menos na maioria dos casos), quando se trata de futebol o sangue que corre nas veias de Diego Costa é espanhol.

 

 

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