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Dunga começa com vitória. Mas se não fosse Neymar…

Almir Leite

06 Setembro 2014 | 00h57

Começar com vitória sempre é bom. E Dunga começou.

O Brasil não foi brilhante. Longe disso. Nem se esperava brilhantismo.

Mas mostrou alguns aspect0s interessantes – o que não quer dizer que está tudo bem, ao contrário, há muito por fazer.

Psicologicamente, os jogadores não estavam tão histéricos e pilhados como na Copa.

No entanto, lutaram muito. Na Copa, não houve tanta luta assim. Houve mais desespero.

Taticamente, não deu para ver muito.

Dunga abriu mão do centroavante fixo e Diego Tardelli saiu-se muito bem movimentando-se pelo ataque e às vezes até tentando ajudar a armar o jogo.

Pena que Willian e Oscar, que deveriam armar, pouco fizeram.

Foi interessante também observar que, independentemente dos cartões amarelos que os volantes da primeira etapa levaram, Dunga procurou deixar o time mais ofensivo e melhorar o passe ao colocar Fernandinho e Elias.

E foi interessante ver que ele trocou os meias ao mesmo tempo, deixando o time mais ousado.

Isso não representou a criação de chances de gol aos borbotões.

Mas o que valeu foi a “atitude”, para usar palavra que não gosto muito, mas que Dunga adora.

No entanto, o Brasil só venceu graças a Neymar. Pelo gol de falta (que não existiu, diga-se) e por tudo o que ele fez em campo.

Iss0 preocupa.  Com0 nos tempos de Felipão, o Brasil dependeu muito de Neymar.

É preciso alternativas. E parece claro que elas, nesse momento, começam pela troca imediata dos meias.