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Dunga está na berlinda. Mas derrubá-lo não é fácil

Almir Leite

29 de março de 2016 | 15h06

O Brasil enfrenta  o Paraguai com Dunga na berlinda. Uma derrota poderá jogar o Brasil para o sétimo lugar nas Eliminatórias e o treinador no olho da rua.

Não exatamente porque o homem que manda na CBF no momento (leia-se Marco Polo Del Nero) entenda que treinador é ruim.  Mas a defenestração do treinador se daria por um motivo bem simples: numa época em que a entidade vive sob desconfiança, com dirigentes e procedimentos alvos até de uma CPI, ninguém quer arrumar mais um problema.

Assim, raciocinam vários cartolas que frequentam o moderno prédio da Barra da Tijuca, se a seleção for mal, cria-se um fato. Demite-se Dunga, contrata-se outro treinador e, como há tempo até a Copa América do Centenário, dá-se uma respirada.

A discussão sobre quem será o substituto brigará no noticiário com temas desagradáveis, como a CPI, imaginam.

Há, entre os conselheiros do rei (presidentes de federações), quem defenda que, mesmo demitido da seleção principal, Dunga seja mantido no comando da equipe olímpica – da qual, aliás, até agora atua mais como, digamos, um supervisor.

É uma ala pequena, com influência limitada. Além disso, na hipótese de ter a cabeça servida numa bandeja, vai ser preciso convencer Dunga a aceitar o que será transformado em prêmio de consolação. O que não será fácil.  Afinal, se for tirado da equipe principal, quem garante que o estímulo de lutar pelo ouro olímpico vai continuar atraindo Dunga?

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