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Foi só pelo juiz que o Barcelona arrebentou o PSG?

Não há desculpa para um time que entra em campo com quatro gols de vantagem e toma seis

Almir Leite

09 de março de 2017 | 18h15

Já que a discussão continua quente, o blogueiro se achou no direito de dar uns pitacos.

É fato que o juiz alemão deu uma mãozona para Neymar, Messi e cia. Para resumir, marcou pênalti inexistente para o Barça (o em Neymar, apesar de sem querer, existiu) e depois de marcar existentes para o PSG. Mas dá para colocar apenas na conta do soprador de apito, o massacre de que os franceses foram  vítimas? Será que não tiveram culpa?

Uma das primeiras coisas que aprendi sobre futebol, ainda criança, assistindo aos jogos nos campinhos de várzea lá de Petrópolis, é que para certas derrotas não existem desculpas. Modestamente, acho que esse é o caso desse Barcelona x PSG.

Um time que entra em campo com vantagem de quatro gols e consegue perdê-la não tem perdão. Ainda que o adversário seja o melhor time do mundo. E ainda mais se essa vítima tem em seus quadros jogadores como Cavani, Di María, Thiago Silva e Marquinhos, só para citar quatro deles.

Mas, arbitragem à parte, o que se viu no Camp Nou? Um PSG covarde, atônito, que jogou o tempo todo atrás da linha da bola, com a única disposição de se defender. E fez isso contra um time que, independentemente da qualidade de seus jogadores (ou melhor, até por isso), atacou alucinadamente desde que a bola rolou.

Time que ataca se abre, dá espaço. Não poderiam, então, os franceses procurar aproveitar essas brechas, usando o surrado e consagrado recurso do contra-ataque?

Mas o que fizeram os comandados (comandados?) de Emery? Até os contra-ataques foram tímidos. Só eram tentados “na boa” – o volante Rabiot disse que os jogadores não fizeram nada do que o treinador pediu, o que só piora a situação, pois no mínimo ele deveria esculhambar publicamente, e ainda durante o jogo, os “insubordinados”.

Aí, você pega Messi,  Iniesta, Suárez, Neymar… e os caras percebem que do lado de lá tem um monte de gente com medo, como disse o brasileiro, e o massacre se desenha.

Depois, não adianta chorar, culpar a arbitragem, reclamar da vida. É melhor enfiar a viola no saco e admitir que o maior motivo para a virada histórica do Barcelona  foi a incompetência do PSG.