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Garotos mimados

Almir Leite

16 de agosto de 2012 | 11h55

Revi, nesta madrugada, o amistoso da seleção brasileira com a Suécia. Perdi duas horas de sono para poder vir a este espaço “escrever besteiras”, como gosta de dizer o Mano, quando seu trabalho e seus jogadores são criticados.

Vi o que esperava ver. A seleção não jogou lá um grande futebol, longe disso. Mas mostrou empenho. Correu.

Os jogadores se movimentaram, se esforçaram, procuraram o jogo.

Bem diferente da apatia demonstrada na final olímpica contra o México.

Esse é o problema. Entra ano, sai ano, entra treinador, sai treinador, a seleção só se empenha quando quer, quando se sente pressionada, quando percebe que pisou na bola e precisa provar algo para o torcedor – até para que os jogadores, depois de tais partidas, possam vir aos microfones dizer que não precisam provar nada a ninguém.

Coisa de garotos mimados.

O amistoso contra a Suécia serviu, repito, para mostrar que os jogadores brasileiros, quando querem, se empenham, independentemente de o time jogar bem, mal ou mais ou menos.

Eles deveriam ter consciência, porém, de que precisam querer sempre.

Com o talento que o brasileiro tem – estamos longe dos bons tempos, mas, ainda assim, somos melhores do que grande parte do planeta – não basta bater em equipes fracas, sem tradição e mal estruturadas.

Isso é fácil. Qualquer timinho meia-boca faz.

Tomara que as coisas mudem, pois, se continuarmos na “balada” atual, em 2014 teremos outro Maracanazo.

Isso se a seleção chegar à final.

 

O PESO DA CAMISA

Bastou uma vitória insossa sobre um adversário idem para ter jogador evocando o “amor à camisa”. Desde que não pese. É que o que se pode concluir lendo informações passadas por jornalistas mais atentos que estavam em Estocolmo.

Registraram eles que os jogadores da seleção se recusaram a vestir durante a partida com a Suécia camisas semelhantes às usadas na final de 1958, porque são muito pesadas e desconfortáveis.  Preferiram entrar em campo com camisas de material mais leve.

É, para aquela turma de 58 a camisa não pesava…

 

 

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