Jorge Jesus, o medíocre, mostra não conhecer a palavra ética
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Jorge Jesus, o medíocre, mostra não conhecer a palavra ética

Ao dizer com todas as letras que quer voltar ao Flamengo, clube que tem um técnico contratado, técnico revela quem de fato é

Almir Leite

05 de maio de 2022 | 16h39

Medíocre, de acordo com um antigo exemplo do Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa que conservo em minha  mesa de trabalho, e vivo a consultá-lo, cabe em coisa ou alguém “sem relevo, comum, ordinário, vulgar, mediano”.

Caráter, de acordo com o meu quase inseparável companheiro, é, entre outras várias definições, “qualidade inerente a uma pessoa, animal ou coisa”. “o modo de ser de um indivíduo”, “índole”, “o conjunto de qualidades (boas ou más) de um indivíduo, e que lhe determinam a conduta e a concepção moral”.

Mais não pesquisei para escrever este texto, mas deve ter em alguma das 1838 páginas desse meu dicionário algo que diga que o significado das palavras da língua portuguesa no Brasil são diferentes de Portugal.

Desempregado após fracassar no Benfica, Jorge Jesus quer puxar o tapete de Paulo Sousa no Flamengo

 

Só isso justifica a quase inacreditável declaração do técnico português Jorge Jesus, que já viveu nesta vida mais de 67 anos, tempo suficiente para aprender algumas coisas, ao ótimo Renato Maurício Prado.

Palavras de Jesus, o Jorge, ao falar sobre o Flamengo: “Quero voltar, sim. Mas não depende só de mim. Posso esperar até pelo menos o dia 20. Depois disso, tenho que decidir minha vida”.

Ou seja, admitiu que quer retornar ao clube que deixou na mão ao ouvir o assobio do Benfica (de onde seria escorraçado meses depois), e colocou prazo para os dirigentes. Até dia 20. Mexam-se rapidamente ou não vou querer mais.

Jesus, o Jorge, sabe que a torcida do Flamengo, nas arquibancadas e nas tribunas de imprensa da vida, tem por ele adoração. A passagem ímpar pelo rubro-negro, em que teve mais títulos que derrotas, não é esquecida por segundos que sejam. E, fracassado que foi no seu time de coração, o Benfica, quer voltar para onde terá uma bela acolhida.

Algo que não conseguirá em nenhum lugar do mundo, pois, nos 32 anos que tem de carreira à beira do campo, jamais passou de um treinador mediano. Medíocre, na definição do Aurélio. Ordinário, na minha definição, buscando no dicionário o tópico que aborda a falta de caráter”.

Até chegar ao Flamengo, ganhará três títulos do Campeonato Português, 1 Taça de Portugal e 8 títulos de torneios menores. Além de apanhar da torcida do Sporting (ato reprovável, claro, mas que mostra o “contentamento” que havia com ele) e ser chutado como um cão vadio do Benfica.

Mas Jorge, o Jesus, quer o Flamengo, onde fez o único trabalho grandioso em mais de 3 décadas de carreira. Nem que seja passando por cima de Paulo Sousa, por sinal seu patrício, e atualmente ocupando o cargo que ele cobiça. Sai daí que eu quero seu lugar! Esse é o recado.

Ao não respeitar um profissional, Jesus, o Jorge, mostra quem é. Alguém que se acha acima de tudo e de todos.

Ou será que ele está pensando que é o Jesus que lhe emprestou o nome?

Cabe à diretoria do Flamengo colocá-lo em seu devido lugar, fechando-lhe a porta.