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Jorge Jesus pode não ser a maior perda do Flamengo

Técnico português vai causar mesmo prejuízo ao rubro-negro se conseguir levar Gerson e Bruno Henrique para o Benfica

Almir Leite

17 de julho de 2020 | 18h26

A novela terminou com o final previsível. Jorge Jesus decidiu deixar o Flamengo e voltar para casa, neste caso Portugal e o Benfica. Aceitou até redução salarial em relação ao que ganhava no Brasil. Apesar dos arroubos de tranquilidade passados pelos arrogantes dirigentes do rubro-negro, aconteceu exatamente o que já vinha sendo desenhado há praticamente um mês.

Nada anormal. Jesus, desde a chegada, sempre deu indícios de que veio ao Flamengo esperar a chuva passar. Não se deve esquecer que ele falou diversas vezes que ainda sonhava participar da Liga dos Campeões dirigindo um clube de expressão (e o Benfica o é, apesar de há décadas não fazer grande coisa na principal competição do mundo). E que, nos seus contratos com o clube da Gávea, deixou sempre uma brecha para poder sair.

Depois de ganhar seis dos sete troféus que disputou com o Flamengo neste ano em que ficou no clube, só uma coisa o faria permanecer: nova oportunidade de lutar pela única conquista que não conseguiu, a do Mundial de Clubes – para isso, teria de levar novamente o título da Libertadores. Como por causa da pandemia a Fifa ainda não sabe se e quando o torneio acontecerá, Jesus achou que já era hora de fazer as malas.

Apesar de sua inegável importância no sucesso atual no Flamengo, por sua proposta de trabalho intenso e ousado dentro de campo que deixou muitos técnicos brasileiros, aqueles que fazem parte da turma dos acomodados, morrendo de inveja (e raiva), a saída de Jesus não trará tanto prejuízo assim ao time.  Basta os dirigentes saberem contratar outro técnico competente e o problema estará resolvido.

Jorge Jesus, porém, pode causar um enorme prejuízo ao Flamengo de outra maneira. Ele quer levar Gerson e Bruno Henrique para o Benfica. Se conseguir, vai impor dois desfalques importantes à turma da Gávea, mesmo considerando-se o ótimo elenco, em quantidade e qualidade, que há por lá.

Isso porque Gerson, com sua habilidade, técnica, disciplina tática e o trabalho de área a área que faz, é desde o Brasileiro passado o melhor jogador do Flamengo. E Bruno Henrique tem uma importância para o ataque, com sua rapidez, habilidade e eficiência, maior do que a do artilheiro Gabigol – que, aliás, tem em Pedro um substituto à altura.

Por isso, se o Mister conseguir levá-los para Lisboa, vai impor ao Flamengo uma grande derrota, maior do que qualquer uma das poucas que o time conheceu com ele no

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