Jorginho mostra grande dose de xenofobismo e muita inveja ao criticar Abel Ferreira
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Jorginho mostra grande dose de xenofobismo e muita inveja ao criticar Abel Ferreira

Colocar-se como um defensor da pátria ao criticar os chiliques do português além de soar ridículo não esconde suas limitações como técnico

Almir Leite

17 de junho de 2022 | 15h50

Abel Ferreira passa do ponto todo santo jogo. Não importa se o time está ganhando, empatando ou perdendo, ele não consegue evitar os chiliques contra os árbitros, independentemente de eles terem ou não razão. É chato, sem graça, bobo. E muita vezes ofensivo, antidesportivo.  Mereceu 90% dos cartões que recebeu até agora no futebol brasileiro. E, por seu comportamento, soa até ridículo se dizer perseguido. Não tem cabimento.

Como não tem cabimento Jorginho, o hoje técnico do Atlético Goianiense, adotar uma postura xenófoba contra o colega de profissão ao criticar o comportamento do português do Palmeiras. Ao dizer que ficou revoltadinho, como brasileiro, por Abel “vir ao nosso país e estar desrespeitando nosso país, nossos árbitros”. Se colocou como um nacionalista, para os bobões que acreditam que é assim que se mostrar amor por um país.

Jorginho resvalou na xenofobia ao falar sobre o comportamento de Abel Ferreira

Jorginho devia é explicar como permite que seu time leve quatro gols em sete minutos. Mas preferiu fugir e atacar um estrangeiro, aproveitando-se de seu comportamento ruim.

Abel é, de fato, o campeão dos chiliques à beira do campo. Mas os treinadores brasileiros também são dados a arroubos chiliquentos. Tem aqui entre nós vários que exageram quase tantos como Abel. Por que Jorginho não os critica?

É xenofobismo pura e simples, ou será algo que, individualmente, é até pior. Inveja. Sim, inveja. Afinal, o que o treinador Jorginho fez de bom até hoje. Sua carreira pode ser resumida até agora por um título carioca com o Vasco em 2016 – time que meses antes não havia conseguido evitar que caísse para a Série B -, além de várias passagens-relâmpago por clubes mais diversos e muitas demissões por falta de resultados.

Jorginho foi um bom lateral, campeão mundial com a seleção em 1994. Como treinador, até agora não disse a que veio.

Mas já chegou até a ser auxiliar técnico da seleção brasileira. Foi braço direito de Dunga na fracassada campanha da Copa da África do Sul. Claro, exerceu o cargo mais por compadrismo do que por capacidade.  E sonhou em ser um dia o treinador principal. Só que o tempo passou e ele não evoluiu como treinador. Já Abel Ferreira, chiliques à parte, é um vencedor.

Haja cotovelo!