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Méritos, e falhas, do Brasil contra a Rússia

Almir Leite

23 de março de 2018 | 23h31

Foi um bom teste para a seleção brasileira, o amistoso com a Rússia. Tanto pelo que não fez como pelo que fez. A falta de inspiração do fraco primeiro tempo e o futebol aceso do segundo serviram para Tite ter uma noção melhor do que será necessário fazer, e/ou aprimorar, para a Copa.

A linha defensiva de cinco utilizada pelos russos serviu para mostrar o que fazer para furá-la, e de que maneira pode se passar um jogo inteiro batendo no muro.

No primeiro tempo, a seleção tocou, tocou, tocou, mas não encontrou espaço e não conseguiu penetrar. Paulinho e Coutinho, inibidos, ficaram muito atrás. Os laterais subiram pouco. A opção pelos lados com Willian  e Douglas Costa não funcionou.

O time não andou.

No segundo tempo a seleção correu. No sentido de ser mais rápida, veloz, e também mais atenta. Mais adiantados, Paulinho e Coutinho renderam melhor. Os laterais apoiaram um pouco mais. Willian e Douglas Costa, bem abertos ou nem tanto, tornaram-se importantes para furar o bloqueio.

É fato que a Rússia cansou e a marcação forte do primeiro tempo não se repetiu.  Obviamente isso ajudou. Mas a iniciativa da seleção de ser mais dinâmica e ofensiva foi o fator mais importante.

Foi um bom teste, repito, até porque a seleção mostrou que pode vir a jogar de forma competente e consistente mesmo sem Neymar. Mas é preciso, claro, evolução. E não só no ataque.

Contra a Rússia, a seleção levou alguns contra-ataques perigosos. Nos dois tempos. Esse tipo de falha tem de ser corrigido.  Se o adversário em Moscou fosse a Alemanha, os contra-ataques permitidos com quase toda certeza teriam construído