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Minha Vila, minha vida

Almir Leite

25 de julho de 2016 | 10h36

O Brasil e os brasileiros bem que poderiam ser poupados de alguns constrangimentos, como o da recusa da delegação australiana em ocupar a Vila Olímpica por considerá-la “inabitável”.

Não dá nem para dizer que é preciosismo, frescura ou preconceito. O que não dá é para aceitar imóveis inacabados, com fios expostos, vazamentos – de água e de gás -, sujeira…

Pior ainda são as desculpas esfarrapadas.  O presidente do COB procurar dar ar de normalidade ao ocorrido, dizendo que só depois de tudo pronto aparecem as falhas (foi o que ele disse) e que a manutenção será feita, é o fim da picada.

Esse papo de problema pontual, tão em uso no Brasil como desculpa para erros, falhas, negligências, incompetência, não cola.

Ou não deveria.

Todos os apartamentos, todos os prédios deveriam ter sido cuidadosamente checados, fiscalizados, testados antes da entrega.

(É isso o que se espera de imóveis de alto padrão – aliás, deveria se esperar, e exigir, dos de padrão mais humilde, como os do programa Minha Casa, Minha Vida, mas o noticiário está aí para comprovar que não bem assim.)

Era o que deveria ser sido feito.

Não foi e não adianta agora contratar centenas de profissionais de manutenção às pressas, para fazer reparos, ou melhor, remendos.

O estrago, mais um, na imagem já está feito.

PS: justiça seja feita. O prefeito do Rio jamais decepciona. Está sempre pronto para brincar na hora errada, dizer uma sandice.  Garoto eesssssperto!