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Não há desculpa: o Brasil não pode empatar com o Panamá

É inadmissível que a seleção não consiga ganhar de um adversário que apanha de quase todo mundo

Almir Leite

23 de março de 2019 | 16h27

Escrevo este post antes de saber o que jogadores e o técnico Tite disseram, as desculpas que deram. Aliás, nem quero saber. Não importa a justificativa, é imperdoável a seleção brasileira empatar com o Panamá, uma seleção com técnico interino, que perdeu nove dos últimos 12 jogos que disputou – um dos três empates foi justamente contra o poderoso Brasil.

Poderoso? Quer poder tem um time que se enrola diante de qualquer adversário que se fecha – não foi a primeira vez, certo? Que não se movimenta o suficiente para vencer as barreiras, que não tem criatividade, que toca a bola de maneira improdutiva, que agride pouco.

A seleção brasileira está em fase de testes. Não dá para exigir tudo de jogadores que estão sob a tensão de mostrar que merecem vestir essa camisa. Mas também não dá para não exigir nada.

Pode-se dizer que Lucas Paquetá, por exemplo, ganhou pontos pelo gol e pelos bons momentos. Mas esteve longe de grande atuação. Pode-se considerar, e este blogueiro considera, que Richarlison tem lugar no time. No entanto, ainda é muito precipitado. Mas fica difícil absolver Coutinho por se apagar diante de um adversário tão frágil.

Tite também precisa buscar soluções. Os centroavantes não podem ficar tão fora do jogo como normalmente ficam.  As jogadas pelas laterais precisam ser mais contundentes.

Mas, acima de tudo, é preciso que se tenha espírito de seleção. Algo que não pareceu existir nos 15 minutos finais da partida contra os panamenhos. Isso não dá para admitir.