Neymar falha porque nos momentos decisivos tem sido um jogador comum
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Neymar falha porque nos momentos decisivos tem sido um jogador comum

Contratado a peso de ouro pelo PSG, ele não tem feito a diferença, como fazem os grandes craques nos momentos difíceis

Almir Leite

04 de maio de 2021 | 22h09

Quando pagou a exorbitante quantia de 222 milhões de euros por Neymar – 820 milhões à época da transação -, o grupo catari dono do clube deu a ele uma missão: liderar a mudança de patamar do PSG, tornando-o grande na Europa com o título da Liga.

O brasileiro teria de fazer a diferença. Para isso foi contratado.

Quatro Ligas se passaram e até agora nada. Neymar não fez a diferença.

É fato que nas duas primeiras foi impedido por contusões de ajudar o PSG.

Nas duas últimas, porém, pouco fez.

Neymar está a quatro anos no PSG, dos cinco do contrato, e ainda não elevou o time de patamar

Ontem, foi anulado pela marcação, em boa parte feita por Fernandinho, aquele que o torcedor brasileiro adora odiar em Copas do Mundo.

Neymar não se omite. Luta, corre, tenta chamar o jogo. Não lhe tem faltado empenho.

Falta-lhe muitas vezes alguém com quem conversar dentro de campo, alguém como Mbappé.

Falta-lhe também, às vezes, um esquema e uma dinâmica de jogo que lhe facilitem a vida.

Mas, independentemente de todos esses fatores, o fato é que, nos momentos decisivos, Neymar tem sido um jogador comum.

Não se pode esquecer que se o PSG chegou até a semifinal desta edição da Liga, isso se deve mais a Mbappé, a Marquinhos e até a Di María – que na derrota por 2 a 0 para o City em Manchester nada fez além de dar uma patada em Fernandinho.

Claro que tem muito de injustiça, se não 100% dela, a análise da revista France Football, para quem Neymar quis fazer tudo sozinho no segundo jogo contra o City por egoísmo – e não pela vontade de colaborar com o time – e por isso teve uma comportamento “catastrófico”.

Mas também é incompreensível a insistência de boa parte da imprensa brasileira em passar pano nas atuações ruins dele.

No primeiro jogo contra o City, teve quem definiu sua atuação como “grande”, quando ele no máximo teve um primeiro tempo de regular para bom.

Neste segundo, teve quem viu ele jogando bem.

Neymar não precisa desse tipo de pararicação.

E o torcedor não merece ser enganado.

É simples. Quando ele (ou qualquer outro) joga mal, jogou mal e pronto.

Quando joga bem, merece ser elogiado.

E quando fizer a diferença, deve ser reconhecido e saudado por isso.

Esse, creio, tem sido o problema de Neymar. Dele, por seu talento e por tudo que se investe, espera-se que faça a diferença.

Mas há muito tempo que, sempre que tem uma decisão pela frente, Neymar se apresenta como um jogador comum.

Bom jogador, mas comum.