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Neymar parte para o ataque

Almir Leite

16 de abril de 2016 | 10h37

A defesa de Neymar decidiu ser hora de reagir ao que entende ser uma tentativa da DIS de denegrir a imagem do jogador. A reação teve como motivo a atitude da empresa, que recorreu à Justiça pedindo que seja feita busca e apreensão de documentos na casa do craque e também na sede do Barcelona. O staff de Neymar contra-atacou rapidamente, usando o mesmo canal, a Justiça, e acusando a DIS de má-fé.

A DIS detinha 40% dos direitos econômicos sobre Neymar e alega não ter a documentação em mãos para poder calcular o que teria direito a receber na transação. Foi com esse argumento que recorreu à Justiça requerendo a busca e a apreensão. Afirma que o jogador e seu staff se negam a dar acesso à papelada.

Os advogados de Neymar, porém, dizem que todos os contratos está em poder da DIS, tendo, inclusive, sido utilizada como parte da fundamentação da ação impetrada na Madrid contra o jogador.  Foi essa a alegação na contestação feita à Justiça, onde requerem que a  carta rogatória que permitiria a busca e a apreensão não seja concedida.

O blog teve acesso à peça de contestação dos advogados de Neymar.  Em determinado  trecho, sustentam que o requerimento feito pela DIS é  “absurdo” e que revela que o objetivo real da empresa, que faz parte do grupo Sonda, é o “de causar dano à imagem pública do Requerido, materializa a litigância de má-fé da requerente (DIS)”.

Afirmam também na petição feita ao juiz da 23ª Vara Cível do Foro Central da Capital – SP, em que solicitam a negativa do pedido de liminar,  “além de possuir todos os documentos”, usados como parte da acusação feita contra Neymar perante o Juizado Central da Audiência Nacional de Madrid, “a Requerente participou de todos os depoimentos das partes envolvidas, Clubes, seus dirigentes, família Silva Santos, bem como das testemunhas, estando plenamente ciente de todas as tratativas preliminares, propostas, contratos e afins”.

A DIS mantém a sustentação de que não dispõe dos contratos. A Justiça ainda não se pronunciou sobre os pedidos das partes, o que, espera, deve ocorrer proximamente.