Nova administração da CBF rasga a embalagem. Mas como será o novo recheio?
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Nova administração da CBF rasga a embalagem. Mas como será o novo recheio?

Trocas nas diretorias e no comando da arbitragem e o consequente afastamento das administrações anteriores é salutar. Resta ver o que será feito efetivamente em prol do futebol brasileiro

Almir Leite

26 de abril de 2022 | 16h00

Ednaldo Rodrigues assumiu efetivamente a presidência da CBF para quatro anos de mandato em 23 de março. Neste pouco mais de um mês, várias gavetas que estavam ocupadas havia anos, e até décadas, na sede da entidade foram esvaziadas. O dirigente está fazendo uma mudança total nas “estâncias administrativas”.

Os objetivos desse baiano de Vitória da Conquista com a limpeza são vários, e claros. Quer, acima de tudo, desvincular a CBF das marcas deixadas pelos últimos presidentes, desde Ricardo Teixeira e passando por José Maria Marin, Marco Polo Del Nero e Rogério Caboclo.

Ednaldo esteve ao lado deles quase sempre, mas agora que chegou ao poder até pela deterioração de seus antecessores – sobretudo o último -, pretende imprimir sua marca, tirar o cheiro ruim deixado na CBF pelaa turmas anteriores. Enfim, oxigenar a entidade que comanda o futebol brasileiro.

Ednaldo Rodrigues quer imprimir sua marca na CBF e defenestrar o passado; vamos aguardar

As demissões de vários diretores de área profundamente ligados às administrações anteriores passa por isso. A troca o comando da arbitragem e o bilhete azul dado a nove pessoas com cargos e funções importantes no setor também.

Outras mudanças estão por vir. A embalagem está mudando; a casca, sendo tirada.

Resta saber como ficará o recheio. Ainda é cedo para conclusões e comemorações, mas o que tem ocorrido na arbitragem pode ser um indicativo. Sob o comando de Wilson Seneme, o VAR está interferindo bem menos nas decisões tomadas em campo – para desespero dos muitos árbitros sem personalidade que deixavam a tarefa de apitar o jogo para o árbitro de vídeo.

Tomará que essa oxigenação não só se consolide na arbitragem como nas outras áreas. Que, como prometeu Ednaldo Rodrigues em seu discurso de posse, a CBF venda avião, helicóptero e dedique seu dinheiro – em 2021  faturamento beirou 1 bilhão de reais (971 milhões) e o lucro foi de 69 milhões – e invista mais em estádios, gramados, clubes menores. Enfim, na infraestrutura do futebol.

Mas que ficar com o pé atrás é sinal de prudência, isso é!