As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

O bom exemplo do antenado Micale

Almir Leite

19 de julho de 2016 | 15h36

Os jornalistas presentes à entrevista coletiva do técnico da seleção olímpica, Rogério Micale, nesta terça-feira na Granja Comary, tiveram uma surpresa. Bastante agradável. Terminada a parte formal do compromisso, o treinador, assediado por jornalistas quando deixava a sala, parou e conversou paciente e tranquilamente com todos.

Em tom informal, mas ainda assim informativo, Micale falou de seus métodos de trabalho, explicou os porquês, concordou quando considerou que tinha de concordou, discordou quando teve de concordar.  Tudo em alto nível, calmamente, ponderado.

Micale, aliás, manteve a linha durante toda a entrevista, mesmo diante das perguntas mais duras.

Quanta diferença!!!

Com Dunga, na seleção principal, tal atitude era impensável. O treinador só dava entrevista quando tinha de dar. E falar com ele assim que terminava de responder à última pergunta, era praticamente impossível. Mesmo se fosse para dar um simples “boa tarde” ou “boa sorte”, invariavelmente não respondido.

É evidente que Micale precisa se apresentar à imprensa e ao torcedor. Dizer o que pensa e como pensa o futebol. E os jornalistas são o melhor canal para isso. Mas os que convivem com ele dizem que é sempre assim. Só não estende o papo quando não é possível.

Micale sabe a importância da comunicação. Algo que Dunga jamais pensou existir.