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O desprezo, e a burrice, de Cueva

Almir Leite

24 Janeiro 2018 | 14h53

Cueva apresentou-se com atraso ao São Paulo, porque tinha compromisso comercial no Peru. Cueva ficou no banco na partida contra o Novorizontino e se comportou, lá sentado, como quem estivesse tomando sol na praia. Cueva pediu dispensa do jogo com o Mirassol porque, já que não começaria jogando, entendeu que não estava sendo respeitado.

Isso foi o que Cueva fez apenas este ano. Estamos em 24 de janeiro.

No ano passado, ele criou caso com companheiros, omitiu-se quando o time precisava dele, atrasou-se na volta da seleção peruana, pipocou em vários jogos….

Mas Cueva acha que pode fazer o que quer. Afinal, é craque. Tem mais bola que tiveram Maradona, Zico, Cruyff, um peruano chamado Teófilo Cubillas… E joga mais que Messi, Neymar, Cristiano Ronaldo…

Cueva se acha o rei. E tem gente no São Paulo, no clube e na arquibancada, que acha que ele é craque. Ou não entende de futebol ou não tem senso do ridículo.

Cueva é de fato bom jogador. Tem habilidade, visão de jogo, faz bons lançamentos. E só.

Quem acompanha os jogos da várzea paulistana sabe que lá existem vários camisas 10 bem melhores que Cueva.  Nem por isso são profissionais.

Bem, mais profissional Cueva também não é. E além de tudo, é burro. No meio do ano, ele terá a oportunidade, rara e provavelmente única, de disputar uma Copa do Mundo. Algo que, como peruano, deveria valorizar mais do que os brasileiros. Afinal, o Peru quase nunca vai a uma Copa, o Brasil está sempre lá.

Se tivesse um mínimo de inteligência, e dedicação, Cueva iria se preparar física e tecnicamente para chegar 500% na Rússia. E o São Paulo daria a ele todas as condições para isso.

Não preciso aqui falar na boa estrutura do clube e nem da competitividade que os jogos, mesmo no Estadual ou na fase inicial da Copa do Brasil proporciona, principalmente se comparada ao futebol árabe, que é para onde, tudo indica, Cueva quer ir.

Aliás, se eu fosse dirigente do São Paulo o mandaria para lá, até como castigo para tanto desprezo, falta de comprometimento. Assim, ele chegaria capengando na Copa. Sem contar que, se aprontar com a turma de lá…