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O que esperar da seleção olímpica

Almir Leite

30 de julho de 2016 | 11h25

O leitor deste espaço já percebeu que o blog não dá muita importância a essa medalha de ouro olímpica no futebol que quase todo o País acha que a seleção brasileira masculina tem de ganhar.

Antiquado que é, o blogueiro faz parte da turma que defende que o Brasil tem é de ganhar Copa do Mundo.

Títulos de outras competições não deixam de ser bem-vindos, mas, se não vierem, não farão tanta diferença assim, a não ser em caso de vexames homéricos como o dado recentemente na Copa América Centenário.

Isso não impede o blogueiro de acompanhar com muita atenção essa seleção olímpica que disputará os Jogos do Rio e de torcer para que seja bem-sucedida.

Incoerência? Contradição?

Nada disso. Apenas o blogueiro enxerga nessa equipe a possibilidade de um futuro brilhante para o futebol brasileiro.

A volta dos bons tempos.

A seleção olímpica tem um técnico que não segue a cartilha da classe. Defende o futebol ofensivo, preza o talento, propõe, a partir do que aprendeu ao longo da carreira e de muita observação, um sistema interessante e atual de jogar.

É sincero, não esconde a emoção, não tem medo de expor dúvidas. Mas sabe o que quer.

Tomara que agora que está na frente do holofotes, e que certamente não viverá lua de mel eterna com torcida e  imprensa,  não caia na mediocridade de comportamento da maioria de seus colegas.

Rogério Micale não estará na seleção principal. Mas alguns reflexos de seu trabalho sim.

Quer dizer, poderão estar.

O resgate da importância e do prazer de jogar pela seleção – todos os jogadores negam, mas quem acompanha de perto percebe o tédio que muitos sentem -, é um exemplo do que poderá vir a ser aproveitado por essa nova geração.

Geração composta que jogadores reconhecidamente bons de bola. E que demonstram alegria e prazer em jogá-la.

Gabriel Jesus, Gabriel Barbosa, Luan, Thiago Maia, Marquinhos…

Enfim, há vários jogadores no grupo olímpico (além de vários outros que nele não estão) que podem vir a ser protagonistas da seleção principal a médio prazo.

E a estrela máxima, Neymar, parece estar finalmente disposta a se comprometer (com atos, não com discurso) e a exercer o papel de líder técnico do time que lhe pertence.

Por isso, um bom desempenho na Olimpíada, com ou sem ouro, é de suma importância para o futebol brasileiro.

Pelos frutos que essa árvore poderá dar.