As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Os perigos para Tite na estreia

Almir Leite

29 de agosto de 2016 | 12h48

Tite sabe que sua estreia na seleção brasileira não será fácil.

Apesar de manter no grupo vários jogadores dos tempos de Dunga, ele terá de refazer o time, e o tempo para isso não existe.

Serão apenas três treinos, nos quais além de começar a passar seus conceitos, terá de se preocupar com aspectos extras como a adaptação dos jogadores à velocidade da bola, maior na altitude por causa da menor resistência do ar.

E há o adversário propriamente dito.

O Equador está cheio de problemas. Jogadores suspensos, outros machucados e até um caso de doping.

Além disso, faz boa campanha nas Eliminatórias – é o segundo colocado, perdendo a ponta para o Uruguai no saldo de gols – e está invicto em casa.

Mas Tite, ciente das dificuldades, está confiante e animado, exatamente como era de ser esperar e como tem de ser.

Somente sua presença já deve ser capaz de dar uma injeção extra de ânimo na “rapaziada”.

Vencer em Quito faz tempo que não é fácil. Perder, claro, será  muito ruim para o início de um trabalho e para a posição brasileira na tabela de classificação. Empate também não refresca muito.

Mas, se deixarmos de lado o aspecto talvez mais objetivo, e por isso mortal, do futebol (futebol é resultado), haveremos de concordar que, com Tite, a seleção tem muitas chances, enormes mesmo, de reencontrar o caminho.